Ciência e Tecnologia
publicado em 27/07/2010 às 17h00:00
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Foto: Divulgação/UCLA
Imagem de ressonância magnética demonstra as mudanças estruturais do cérebro entre pacientes que caracterizam sintomas IBS principalmente como dor, em comparação com o desconforto não doloroso
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Imagem de ressonância magnética demonstra as mudanças estruturais do cérebro entre pacientes que caracterizam sintomas IBS principalmente como dor, em comparação com o desconforto não doloroso

Um estudo acadêmico desenvolvido pela Universidade da Califórnia (UCLA) e pela Universidade de McGill (no Canadá) demonstrou mudanças estruturais em regiões específicas do cérebro em mulheres com síndrome do intestino irritável (IBS), condição que causa dor e desconforto abdominal, diarreia e constipação.

Os resultados mostram que a síndrome está associada a diminuições e aumentos na densidade da massa cinzenta em áreas-chave do cérebro, envolvidas na atenção, na regulação da emoção, da dor e do processamento de informações viscerais. Esta síndrome afeta cerca de 15% da população americana, principalmente a feminina.

Hoje, a consideração dos especialistas que classificam a IBS como uma síndrome funcional do trato digestivo não tem o mesmo peso quanto considerá-la uma desordem orgânica com alterações estruturais do órgão. Embora a fisiopatologia da síndrome não esteja plenamente esclarecida, é aceito que a IBS representa uma alteração nas interações cérebro-intestinal.

Os resultados desse estudo mostram mudanças reais na estrutura do cérebro. Isso coloca a IBS na categoria de outras desordens da dor, como a dor lombar, a disfunção da articulação temporomandibular, enxaquecas e dores no quadril.

"Descobrir as mudanças estruturais no cérebro, sejam elas primárias ou secundárias aos sintomas gastrintestinais, demonstra uma componente ´orgânica´da IBS e apoia a ideia de um distúrbio cérebro-intestinal", disse o autor do estudo doutor Emeran Mayer, professor de medicina , fisiologia e psiquiatria na David Geffen School of Medicine na UCLA. "Além disso, a constatação elimina a ideia, de uma vez por todas, que os sintomas da SII não são reais e são ´apenas psicológicos´. Os resultados nos dará mais detalhes sobre IBS melhor compreensão", ressaltou Mayer.

Os pesquisadores empregaram técnicas de imagem para examinar e analisar as diferenças anatômicas do cérebro de 55 pacientes do sexo feminino portadoras de IBS e de 48 mulheres sem a síndrome do grupo controle. Os pacientes tiveram gravidade IBS moderada, com duração da doença entre um e 34 anos (média 11 anos). A idade média dos participantes foi de 31 anos.

Variações (aumento e diminuição) da massa cinzenta do cérebro em regiões específicas do córtex cerebral foram encontradas pelos pesquisadores durante os exames. Foram considerados fatores adicionais, como ansiedade e depressão. A equipe descobriu, ainda, diferenças entre os pacientes IBS e controle, em áreas do cérebro envolvidas nas funções cognitivas e de avaliação, incluindo as regiões do córtex pré-frontal e parietal posterior, e na ínsula posterior, que representa o primeiro córtex viscerossensorial a receber informações sensoriais, a partir do trato gastrointestinal.

"As alterações de substância cinzenta, na ínsula posterior são particularmente interessantes, uma vez que pode desempenhar um papel central na amplificação da dor de pacientes com a síndrome", disse o autor do estudo, David A.Seminowicz, do Alan Edwards Centro de Investigação sobre a Dor na Universidade McGill. "Essa descoberta particular pode apontar para uma diferença específica do cérebro ou anormalidade que desempenha um papel no aumento dos sinais de dor que atingem o cérebro e o intestino". Ele ainda explica que a redução da massa cinzenta nestas áreas-chave podem mostrar a incapacidade do cérebro de inibir a resposta dolorosa de forma eficaz.

A pesquisa irá, agora, explorar se os genes, relacionados a essas mudanças estruturais no cérebro, podem ser identificados. Além disso, é necessário aumentar o tamanho da amostra de estudo para determinar as diferenças entre os sexos, e se estas mudanças do cérebro são uma causa ou uma consequência da IBS.

Fonte: Isaude.net
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