Ciência e Tecnologia
publicado em 11/07/2010 às 14h00:00
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Foto: Divulgação/Univ. de York
As pesquisadoras responsáveis pelo estudo da Universidade de York, no Canadá
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As pesquisadoras responsáveis pelo estudo da Universidade de York, no Canadá

Um estudo da Universidade de York, no Canadá, mostrou, pela primeira vez, como a droga Misoprostol, que já foi ligada a defeitos do desenvolvimento neurológico associado ao autismo, interfere na função da célula neuronal.

A descoberta é importante, porque o Misoprostol é semelhante, em estrutura, ao Prostaglandin de ocorrência natural, moléculas-chave de sinalização produzidas por ácidos graxos no cérebro.

Estudos clínicosanteriores têm demonstrado uma associação entre o Misoprostol e os defeitos do desenvolvimento neurológico grave, incluindo sintomas do autismo. Esses estudos analisaram casos ocorridos no Brasil, em que as mulheres usaram a droga no início da gestação, na tentativa fracassada de interromper a gravidez.

O estudo analisou células neurais de camundongos para descobrir como a droga realmente interfere em um nível molecular com o Prostaglandin, que são importantes para o desenvolvimento e comunicação das células no cérebro.

"Logo no início do primeiro trimestre de gestação, as células neuronais chegam a se comunicar umas com as outras", disse a pesquisadora Dorota Crawford. "Nosso estudo mostra que o Misoprostol interfere com este processo, aumentando o nível de íons de cálcio nas extensões neuronais, o que reduz o número e o comprimento destas extensões. Isso impede as células de se comunicarem. Se as mudanças no nível de Prostaglandin alteram o desenvolvimento ou a diferenciação das células, isso pode ter um impacto fisiológico.

""Não há nenhuma indicação de que as mulheres no Canadá estão fazendo mau uso do misoprostol para interromper a gravidez, e na verdade, a droga é usada de forma segura para outros fins, como tratamento e prevenção de úlceras gastrointestinais. No entanto, durante o desenvolvimento neuronal precoce, esta droga ou outros fatores ambientais, tais como infecções ou inflamações, que também podem aumentar o nível de Prostaglandin, podem interferir com a função normal do cérebro", disse Crawford.

O estudo mostra que o Misoprostol interfere com a via de Prostaglandin de forma dose-dependente, em outras palavras, quanto maior a dose, maior o problema criado.

"Agora que foi demonstrado que o misoprostol afeta a interação entre as células, o próximo passo será fazer estudos animais em ratos para analisar os impactos fisiológicos em partes específicas do cérebro", concluiu Crawford.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Autismo    Misoprostol    Comunicação celular    Dorota Crawford    York University   
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