Ciência e Tecnologia
publicado em 03/06/2010 às 16h00:00
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Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Manchester, no Reino unido, descobriu que pessoas que meditam regularmente encaram a dor de forma menos desagradável, porque seus cérebros antecipam menos dor.

"A meditação está se tornando cada vez mais popular como uma forma de tratar dores crônicas, tais como a dor causada pela artrite", disse o líder do estudo, Christopher Brown. "No entanto, os cientistas só agora começaram a analisar a forma como a meditação pode reduzir o impacto emocional da dor."

O estudo atual constatou que determinadas áreas do cérebro eram menos ativas, conforme os meditadores antecipavam a dor. Aqueles com mais experiência de meditação (até 35 anos) apresentaram a menor expectativa de dor.

Brown descobriu que as pessoas que meditam também mostraram uma atividade incomum, na antecipação da dor na parte do córtex pré-frontal, uma região do cérebro conhecida por estar envolvida no controle da atenção e do processo de pensamento quando potenciais ameaças são percebidas.

"Os resultados do estudo confirmam a suspeita de que a meditação pode afetar o cérebro. Ela treina o cérebro para estar mais presente com foco e, portanto, ele poupa tempo, antecipando futuros eventos negativos. Pode ser por isso que a meditação é eficaz na redução da recorrência da depressão, que torna a dor crônica consideravelmente pior", disse Brown.

"Os resultados devem incentivar uma pesquisa adicional sobre como o cérebro é modificado pela prática da meditação. Embora nós tenhamos descoberto que os meditadores encaram a dor como condição menos desagradável, não está claro exatamente como o tempo de meditação sobre a função do cérebro muda para produzir esses efeitos", acrescentou.

"Existem alguns tipos de pacientes com dor crônica que se beneficiam mais de terapias baseadas na meditação do que outros. Se conseguirmos descobrir o mecanismo de ação da meditação para reduzir a dor, poderemos ser capazes de direcionar o tratamento para essas pessoas."

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Meditação    Dor crônica    Christopher Brown    Universidade de Manchester   
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