Uma equipe de força-tarefa identificou os problemas que atrasam a distribuição de remédios e equipamentos no sistema público de saúde do Distrito Federal. De acordo com informações da Agência Brasília, faltam médicos responsáveis pelo parecer e liberação de toda a mercadoria, situação agravada ainda pela demora em catalogar o patrimônio. " Sabemos que existe o desabastecimento e queremos entender os motivos para tomarmos todas as medidas necessárias, imediatamente", afirmou o governador do Distrito Federal, Rogério Rosso. Segundo ele, " a partir de agora, a Secretária de Saúde e a Corregedoria vão formar um grupo de auditores para ajudar a resolver este problema" .
Rosso determinou que, em um dos casos, o procedimento mude imediatamente para evitar mais demoras geradas pela burocracia. As placas de metal fixadas no patrimônio, por exemplo, estão em falta. A solução, neste caso, será a utilização de etiquetas provisórias, agilizando a liberação para o hospital que estiver precisando de material. As Secretarias de Fazenda e Planejamento ficarão responsáveis pelo processo. Segundo o governador, " equipamento é para ficar no hospital, e não no estoque" .
Estão em falta, também, profissionais que avaliam a mercadoria e autorizam sua distribuição. Por isso, equipamentos e materiais como colchões para macas, suportes para soro, mesa para exame clínico e fraldas descartáveis continuam estocados nos galpões. " Até o início do mês (maio) serão nomeados coordenadores responsáveis pela área para dar o parecer" , afirmou o secretário de Saúde, Joaquim Barros, lembrando que a equipe de 400 médicos aprovados no último concurso, em 11 de abril, deverá reforçar o atendimento nos hospitais e o funcionamento na parte administrativa.