Ciência e Tecnologia
publicado em 18/04/2010 às 12h12:00
   Dê o seu voto:

Estudo mostra que pacientes podem recuperar movimento de membros após AVC

Pacientes receberam terapia intensiva e ajuda robótica recém-criada e apresentaram ganhos significativos na qualidade de vida

 
tamanho da letra
A-
A+
Foto: Divulgação/Veteranos dos EUA
Foto: Divulgação/Veteranos dos EUA
Foto: Divulgação/Veteranos dos EUA
Pacientes que sofreram um AVC podem recuperar o movimento dos membros Voluntários participam de testes realizados em estudo Com a terapia correta, eles podem ver melhorias na circulação, na função diária e na qualidade de vida
  « Anterior
Próxima »  
Pacientes que sofreram um AVC podem recuperar o movimento dos membros
Voluntários participam de testes realizados em estudo
Com a terapia correta, eles podem ver melhorias na circulação, na função diária e na qualidade de vida

Estudo clínico conduzido na Universidade Brown descobriu que pacientes que sofreram um AVC podem recuperar o movimento dos membros, muito tempo após a lesão, por meio de terapia intensiva e ajuda robótica recém-criada. Testes demonstraram que os pacientes apresentaram ganhos modestos, mas significativos no movimento dos membros e uma melhoria na perspectiva de vida, depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

"Há cerca de 6,4 milhões de pacientes com déficits crônicos depois de um AVC nos Estados Unidos. Nós mostramos que, com a terapia correta, eles podem ver melhorias na circulação, na função diária e na qualidade de vida", disse o principal autor do estudo, Albert Lo.

O estudo envolveu 127 participantes. Todos haviam sofrido um acidente vascular cerebral, pelo menos seis meses antes e tinham um comprometimento moderado a grave de um braço. Em média, os derrames ocorreram quase cinco anos antes, um terço das vítimas tinha sofrido acidentes vasculares cerebrais múltiplos. O pensamento convencional tem sido de que a longo prazo os sobreviventes de um derrame não podem acumular benefícios adicionais significativos. Estudos recentes, porém, começam a sugerir o contrário.

O tratamento envolveu o movimento repetitivo e guiado, três vezes por semana, durante três meses. Um grupo de pacientes foi submetidos a terapia de membros superiores com o uso de robôs projetados no Massachusetts Institute of Technology. Outros fizeram exercícios similares de alta intensidade com um terapeuta. Em cada sessão, os pacientes realizaram 1024 movimentos do braço, um exercício muito mais intenso do que em uma sessão de reabilitação convencional. Um terceiro grupo recebeu cuidados de saúde em geral, mas nenhuma terapia específica para o membro superior danificado pelo derrame.

Pacientes que tinham 12 semanas de terapia assistida por robô tiveram uma melhora significativa da qualidade de vida em comparação com àqueles que não tiveram nenhuma terapia adicional, ou apenas cuidados usuais.

Para medir o impacto na vida cotidiana, os pesquisadores pediram a pacientes que respondessem várias perguntas sobre as atividades do dia a dia. Os pacientes também foram questionados sobre as atividades não diretamente relacionadas com seus braços danificados, tais como caminhar ou subir escadas. A maioria dos pacientes nos grupos de terapia relatou progressos generalizados, em comparação com nenhum progresso no grupo controle.

"Acreditamos que, ao ganhar mais funções e melhor controle de seus braços afetados, os pacientes foram capazes de sair e realizar mais atividades, traduzindo os seus benefícios em uma atividade motor adicional e em uma maior participação social", disse Lo.

O estudo apresentou um robô chamado MIT-Manus, que tinha sido testado em alguns ensaios menores. Os usuários sentam em uma mesa com o braço afetado ligado ao dispositivo. Eles seguem as instruções dos terapeutas e mover um cursor em uma tela e tentam executar uma tarefa com o braço. O robô detecta os seus movimentos e ajuda quando necessário.

"Os robôs fornecem direção assistida para os braços, assistência apenas o suficiente para permitir que a pessoa se movimente", disse o investigador principal do estudo, George Wittenberg.

A terapia intensiva testada no estudo, com ou sem robôs, aproveita a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de adultos de religar-se. Quando os neurônios morrem por causa de um acidente vascular cerebral, outras células cerebrais, induzidas por movimentos corporais assistida, começam a compensar a função perdida.

"Um dos propósitos deste estudo foi o de derrubar o dogma convencional que as vítimas do AVC não podem recuperar a função fisiológica", concluiu Lo.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   AVC    Derrame    Reabilitação    Albert Lo    Universidade Brown   
  • Indique esta NotíciaIndique esta Notícia
  • Indique esta NotíciaCorrigir
  • CompartilharCompartilhar
  • AlertaAlerta
Link reduzido: 
  • Você está indicando a notícia: Estudo mostra que pacientes podem recuperar movimento de membros após AVC
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

  • Você está informando uma correção para a matéria: Estudo mostra que pacientes podem recuperar movimento de membros após AVC


Receba notícias do iSaúde no seu e-mail de acordo com os assuntos de seu interesse.
Seu nome:
Seu email:
Desejo receber um alerta com estes assuntos:
AVC    derrame    reabilitação    Albert Lo    Universidade Brown   
Comentários:
Comentar
Deixe seu comentário
Fechar
(Campos obrigatórios estão marcados com um *)

(O seu email nunca será publicado ou partilhado.)

Digite a letras e números abaixo e clique em "enviar"

  • Twitter iSaúde
publicidade
Jornal Informe Saúde

Indique o portal
Fechar [X]
  • Você está indicando a notícia: http://www.isaude.net
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

RSS notícias do portal  iSaúde.net
Receba o newsletter do portal  iSaúde.net
Indique o portal iSaúde.net
Notícias do  iSaúde.net em seu blog ou site.
Receba notícias com assunto de seu interesse.
© 2000-2011 www.isaude.net Todos os direitos reservados.