Ciência e Tecnologia
publicado em 18/04/2010 às 13h10:00
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Novo gene envolvido no crescimento dos fios de cabelo pode afetar as pesquisas sobre outras formas de perda de cabelo

 
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Uma equipe de investigadores das Universidades de Columbia, de Rockefeller e de Stanford identificaram um novo gene envolvido no crescimento do cabelo. A descoberta pode afetar futuras pesquisas e tratamentos para a calvície masculina e outras formas de perda de cabelo.

Os pesquisadores descobriram que o gene chamado APCDD1 causa uma forma progressiva da perda de cabelo desde a infância, conhecida como hipotricose simples hereditária. A doença é causada por um fenômeno chamado de miniaturização dos folículos pilosos - a mesma característica-chave do padrão masculino de calvície. Quando os folículos de cabelo passam por este processo de miniaturização, eles encolhem ou estreitam, fazendo com que o cabelo grosso da cabeça seja substituído pelo cabelo fino, conhecido como "penugem".

"A identificação deste gene subjacente à hipotricose simples hereditária tem nos proporcionado uma oportunidade para compreender o processo de miniaturização do folículo piloso", disse a principal autora do estudo, Angela M. Christiano.

O grupo fez a sua descoberta através da análise de dados genéticos de algumas famílias do Paquistão e da Itália, com hipotricose simples hereditária. Eles descobriram uma mutação comum no gene APCDD1, localizado em uma região específica no cromossomo, que pode estar envolvida em outras formas de perda de cabelo.

Os pesquisadores descobriram que APCDD1 inibe uma via de sinalização, chamada Wnt, que eles acreditam controlar o crescimento de cabelo em ratos, mas que não tem sido amplamente associada ao crescimento do cabelo em humanos. "Esse achado é importante, porque fornece a evidência de que os padrões de crescimento do cabelo em humanos e camundongos são mais semelhantes do que se acreditava anteriormente", explicaram os pesquisadores.

"Nós finalmente fizemos uma ligação entre a via de sinalização Wnt e as doenças capilares em humanos, o que é muito significativo", disse Angela. "Nós temos vários dados sobre o crescimento de pêlos em camundongos, mas esta é a primeira incursão que comprova, que o mesmo caminho é fundamental no crescimento do cabelo nos humanos".

"Estes resultados sugerem que a manipulação da via Wnt pode ter um efeito sobre o crescimento do folículo piloso, pela primeira vez, nos seres humanos. E, ao contrário dos tratamentos comumente disponíveis para queda de cabelo, que envolvem bloqueio de vias hormonais, tratamentos que envolvem a via Wnt seriam não-hormonais, o que pode permitir que muitas pessoas que sofrem de perda de cabelo recebam tais terapias", acrescentou Angela.

A pesquisadora e sua equipe estão agora trabalhando para entender as complexas causas genéticas de outras formas de perda de cabelo, com a esperança de vir a desenvolver novos tratamentos eficazes para estas condições.

Fonte: Isaude.net
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