Ciência e Tecnologia
publicado em 26/04/2010 às 18h30:00
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Circuito integrado de microfluidos capaz de permitir a realização de exames médicos portáteis
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Circuito integrado de microfluidos capaz de permitir a realização de exames médicos portáteis

Pesquisadores da Universidade de Michigan criaram um circuito integrado de microfluidos capaz de permitir a realização de exames médicos portáteis, mais rápidos e mais baratos. Assim como os circuitos eletrônicos guiam o fluxo de eletricidade em chips de computador sem controles externos, estes circuitos microfluídicos regulam o fluxo de fluido através de seus dispositivos sem instruções dos sistemas de fora.

O dispositivo integra várias funções de laboratório em um chip de apenas alguns centímetros de tamanho. Eles permitem que os investigadores façam experimentos em amostras pequenas e também executem, simultaneamente, múltiplas experiências sobre uma mesma matéria. Os pesquisadores afirmam que os dispositivos podem ser projetados para imitar o corpo humano de forma mais fiel do que a placa de Petri faz. Eles podem levar a testes instantâneos caseiros para ajudar no diagnóstico de doenças, de alimentos contaminados e de gases tóxicos, entre outros avanços.

"Na maioria dos dispositivos microfluídicos de hoje em dia existe uma camada extra de mecanismos de controle que é necessária para manipular a corrente do circuito", afirmou o pesquisador principal do estudo, Shu Takayama. "Isso é semelhante à forma como os circuitos eletrônicos eram manipulados um século atrás. Então, com o desenvolvimento do circuito integrado, o pensamento tornou-se incorporado ao próprio chip".

"Nós criamos um versátil sistema de controle", disse o autor do estudo, Babok Mosadegh. "Esta tecnologia vai se tornar uma plataforma para o desenvolvimento de dispositivos microfluídicos sofisticados e auto-controlados que processem biofluidos como sangue e outros produtos farmacêuticos para diagnóstico ou outras aplicações.

"Assim como o circuito integrado trouxe o poder de processamento digital de informação dos computadores para as pessoas, nós esperamos que nosso microfluídico analógico seja capaz de fazer o mesmo para a informação celular e bioquímica", acrescentou Mosadegh.

Para a bebida fazer efeito, é necessário que todos as bactérias cheguem vivas ao intestino - e em uma concentração de 10 a 100 milhões de colônias de organismos por mililitro (ml) de produto. Por isso, a maior dificuldade em fabricar o iogurte foi conseguir que, em um período de 35 dias, as bactérias não matassem umas às outras ao acidificar a bebida e competir por alimento.

" Manter a quantidade apropriada de bactérias é difícil" , diz Pinheiro. " O metabolismo de uma bactéria pode prejudicar outra. As do gênero Bifidobacterium, por exemplo, produzem ácido acético, fatal para os lactobacilos" .

Para contornar essas dificuldades, Pinheiro estudou quais nutrientes cada bactéria necessitava e os produtos que excretava quando estavam sozinhas e em conjunto no leite. Concluiu que a melhor solução era adicionar ao iogurte um açúcar chamado inulina, que é fonte de alimento para as bactérias e impede que algumas " morram de fome" . Outras soluções foram colocar na bebida quantidades maiores dos microorganismos mais frágeis e envolvê-los com uma goma que os impedia de serem danificadas pelo metabolismo dos outros.

Segundo o pesquisador, o resultado agrada. " O produto é funcional e bastante aceitável ao paladar. Ele é mais caro, porém o benefício que traz é maior" .

Fonte: Isaude.net
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