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publicado em 12/04/2010 às 20h00:00
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Dor durante a relação sexual não é normal e tem tratamento

* Dra. Ângela Carvalho (CRM 11060/PR) - Médica ginecologista geriátrica e Sexóloga

 
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Uma das queixas muito comuns nos consultórios ginecológicos é a dor durante a relação sexual, que atinge cerca de 60% das mulheres, que já relataram episódios de dor ou desconforto na região genital durante ou após o ato sexual.

Esta dor ou desconforto é conhecido no meio médico como dispareunia, e pode ocorrer por vários motivos, desde aspectos orgânicos a questões emocionais e afetivas.

A dispareunia pode ser superficial, quando a dor é percebida na vulva ou no terço inferior da vagina ou profunda, quando o sintoma doloroso é referido na região do baixo ventre. A sensação dolorosa pode ocorrer durante ou mesmo após a relação sexual e pode variar de intensidade.

Inúmeros são os fatores que podem causar a dispareunia, entre os mais comuns estão os fatores orgânicos, como diminuição da lubrificação por excitação insatisfatória ou por baixos níveis de estrogênio (como é o caso das mulheres na pós menopausa), infecções do canal vaginal (vulvovaginites), DST, especialmente as lesões do herpes vaginal, ou simplesmente processos irritativos causados pelos produtos químicos utilizados para a higiene pessoal e alguns lubrificantes.

Também são importantes os fatores psicológicos, que podem prejudicar a lubrificação feminina e causar a dor, como a depressão e a insatisfação com o corpo, que podem levar a mulher a ter vergonha ou medo da intimidade, provocando uma lubrificação inadequada e causando assim a dispareunia. Nestes casos, além do tratamento ginecológico é fundamental que esta mulher também tenha um acompanhamento psicoterapêutico com foco na sua sexualidade.

Com a chegada da menopausa, a mulher passa a ter redução dos níveis de estrógeno no organismo, o que diminui a lubrificação vaginal, levando ao desconforto durante a penetração e sensação de ardor vulvovaginal após o coito. O que poderá ser perfeitamente minimizado com uso de cremes vaginais a base de estrogênio.

Devemos lembrar que o uso de alguns medicamentos diminui a libido, e conseqüentemente levam a queixa de ressecamento vagina. Durante a consulta ginecológica, a queixa deve ser cuidadosamente investigada através de anamnese detalhada e de exame físico minucioso. A conduta terapêutica deverá ser instituída com base na visão psicossomática do problema.

Fonte:
   Palavras-chave:   Dra. Ângela Carvalho    Dor    Relação sexual    Tratamento   
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