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publicado em 06/04/2010 às 15h05:00
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Foto:Divulgação/NY University
Ruth e Victor Nussenzweig lutaram juntos contra a malária por quase 50 anos
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Ruth e Victor Nussenzweig lutaram juntos contra a malária por quase 50 anos

A Universidade de Brasília (UnB) vai receber para uma palestra na Faculdade de Medicina o professor da Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque Victor Nussenzweig e sua esposa, Ruth. Os dois são os principais pesquisadores que buscam uma vacina para a malária, doença que causa mais de um milhão de mortes por ano, principalmente na África.

Após mais 13 anos de pesquisa, eles conseguiram descobrir uma proteína que recobre o parasita, e que poderia ser usada para promover uma resposta imunológica contra a doença e, assim, dar alguma proteção contra a infecção. O brasileiro se tornou um dos protagonistas na busca pela prevenção da doença. Das 30 vacinas contra a malária pesquisadas hoje no mundo, pelo menos metade usa a proteína descoberta por Nussenzweig.

Ainda em fase de estudo, a proteína ainda não oferece 100% de proteção contra a doença, mas já tem eficiência em 60% dos casos de malária grave. " A partir de agora, temos a perspectiva de evitar a doença nas populações. Atualmente, a pesquisa está na etapa de tentar reproduzir o inseto em cativeiro para que seja possível produzir o antígeno vacinal em quantidade suficiente" , explicou o professor Antônio Teixeira, pesquisador do Laboratório Multidisciplinar em Doença de Chagas da UnB.

A produção da proteína em larga escala é a maior dificuldade de Nussenzweig. " Como o antígeno existe em um parasita que vive no intestino do inseto, o problema é conseguir a reprodução do inseto em laboratório para que o mesmo sirva de substrato material para produção da vacina. O Anopeheles só é reproduzido ocasionalmente, a partir do cruzamento do macho sem cabeça com a fêmea" , conta Teixeira.

A malária é transmitida pela picada das fêmeas dos mosquitos do gênero Anopheles. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 40% da população mundial está exposta ao risco de adquirir a doença. Em 2006, foram registrados 550.930 casos da doença no Brasil. A região amazônica concentra 97,7% das ocorrências da enfermidade no Brasil. O Índice Parasitário Anual (IPA) na região é igual ou maior a 50 casos a cada mil habitantes. No período entre 2006 e 2008, o Ministério da Saúde constatou uma redução de 43% no número de casos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a doença cause 300 milhões de novos casos e um milhão de mortes por ano, principalmente em crianças menores de 5 anos e mulheres grávidas do continente africano.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Malária    Vacina    Pesquisador    UNB    Victor Nussenzweig   
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