Ciência e Tecnologia
publicado em 24/03/2010 às 22h00:00
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Foto: Divulgação / UTSouthWestern
Pesquisadores liderados por Rolf Brekken em camundongos mostraram que as células do câncer pancreático regredir drasticamente quando tratados com quimioterapia
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Pesquisadores liderados por Rolf Brekken em camundongos mostraram que as células do câncer pancreático regredir drasticamente quando tratados com quimioterapia

Pesquisadores da Universidade do Sudeste do Texas descobriram que células humanas de câncer de pâncreas regrediram drasticamente quando tratadas com quimioterapia em combinação com um composto sintético que imita a ação de uma proteína de ocorrência natural que promove a morte celular.

A pesquisa, conduzida em ratos, poderá levar a terapias mais eficazes contra o câncer de pâncreas e possivelmente contra outros tipos.

"Este novo composto aumentou a eficácia da quimioterapia e melhorou a sobrevida em vários modelos animais com câncer de pâncreas", disse o autor sênior do estudo, Rolf Brekken, professor adjunto da cirurgia e de farmacologia. "Temos agora várias linhas de evidências em animais que mostram que essa combinação tem um efeito potente sobre este tipo de câncer".

Neste estudo, Brekken e sua equipe transplantaram tumores pancreáticos humanos em ratos, e em seguida, permitiram que os tumores crescessem em uma dimensão significativa. Eles então administraram um composto sintético chamado JP1201 em associação com gemcitabina, uma droga quimioterápica, que é considerada o padrão de cuidado para pacientes com a doença. Eles descobriram que essa combinação de drogas causou a regressão dos tumores.

"Houve uma regressão de 50 % no tamanho do tumor durante duas semanas de tratamento dos ratos", disse Brekken. "Nós encontramos não só diminuição significativa no tamanho do tumor, mas o prolongamento significativo da vida com a combinação de drogas".

A combinação de drogas também foi eficaz em um modelo agressivo de câncer de pâncreas espontâneo em camundongos.

O composto JP1201 foi criado em 2004, por pesquisadores para imitar a ação de uma proteína chamada Smac.

A morte celular, ou apoptose, é ativada quando uma célula precisa ser encerrada, ou quando uma célula é defeituosa, ou ainda quando não é mais necessária para o crescimento e desenvolvimento normal. Nas células cancerosas, este mecanismo de autodestruição está com defeito e leva a quebras na morte celular. A Smac sintética, desenvolvida por esses pesquisadores inibe estas pausas, permitindo que a célula morra.

Os pesquisadores também estão usando a Smac sintética na investigação do câncer de mama e do pulmão. Brekken revelou que o próximo passo é desenvolver um composto baseado em JP1201 que pode ser testado em seres humanos em ensaios clínicos futuros.

Fonte: Isaude.net
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