Ciência e Tecnologia
publicado em 18/03/2010 às 16h50:00
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Foto: Marcus Vinicius dos Santos/UFMG
As pesquisadoras Juliana Gurgel e Gabriela Diniz, confiantes na eficácia do método
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As pesquisadoras Juliana Gurgel e Gabriela Diniz, confiantes na eficácia do método

Pelo menos um em cada três mil indivíduos, em todo o mundo, é afetado por alguma doença neuromuscular. A enfermidade leva à fraqueza dos músculos gradativamente, o que acarreta, a seus portadores, dificuldades na realização de atividades simples da vida diária, como escovar os dentes, sentar, levantar, caminhar e, em alguns casos, até rasgar folhas de papel. Entre crianças, a incidência da doença decorre, em sua maioria, de fatores genéticos. Por esse motivo - e também por necessidade terapêutica - os sistemas de avaliação clínica dos pacientes possuem papel importante no monitoramento da doença.

Focada nessa modalidade de análise, pesquisa de mestrado desenvolvida na Faculdade de Medicina da UFMG, pela fisioterapeuta Gabriela Campolina Diniz, concluiu que o método francês, conhecido como Medida de Função Motora (MFM), é o mais eficaz para a avaliação clínica dos pacientes. Ele permitiria, a partir de escala específica, determinar quantitativamente o real estado físico dessas pessoas, independentemente do grau de severidade da doença.

Desenvolvido em 2005, na França, o método foi validado no Brasil em 2008 e, desde 2009, tem sido analisado comparativamente aos principais métodos tradicionais em uso.

Gabriela Campolina acompanhou 34 pacientes do Ambulatório de Doenças Neuromusculares da Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas da UFMG, entre 2008 e 2009.

O grupo pesquisado foi avaliado pela fisioterapeuta, com base na MFM, quanto ao grau de força muscular e graus de amplitude articular - mede graus de encurtamento e contratura muscular. Após seis meses, os testes com o mesmo grupo foram refeitos, e os resultados comparados. A convergência dos dados obtidos nos dois momentos demonstrou a precisão do método e sua superioridade em relação aos demais.

" A MFM é uma importante ferramenta de acompanhamento dos pacientes, porque o resultado é um dado quantitativo. Conseguimos avaliar precisamente quanto o paciente melhorou, piorou ou se ele ficou estável" , observa a neuropediatra e professora do Departamento de Pediatria Juliana Gurgel Giannetti, orientadora da pesquisa.

O método pode ser usado para acompanhar qualquer tipo de doença neuromuscular.Atualmente, as técnicas usadas são específicas para cada doença, exigindo que o profissional domine diversas delas. " A avaliação demora cerca de 20 minutos por paciente, é bem tolerada por eles e o custo financeiro não é elevado. Outra vantagem é que o profissional aprende o método em apenas um dia" , esclarece Gabriela Ela, médicos e fisioterapeutas brasileiros já estão autorizados a utilizar a técnica francesa. Informações e manual da escala, em língua francesa, estão disponíveis no site da MFM.

Fonte: UFMG
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