Saúde Pública
publicado em 17/03/2010 às 13h30:00
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil figura na lista dos 22 países do mundo que concentram 80% dos casos de tuberculose, ocupando a 14ª posição. No país, existem 60 milhões de pessoas infectadas, mas a grande maioria não desenvolve a doença. São aproximadamente 8,4 mil óbitos anuais e os índices de cura variam de 69 a 75% dos casos.

Dados da OMS mostram que aproximadamente dois milhões de pessoas morrem todos os anos por conta da doença e um terço da população mundial encontra-se infectado pelo bacilo de Koch. Em 2000, a organização lançou a Parceria Global para Combater a Tuberculose (Global Partnership to Stop TB), para acelerar as ações de controle da doença no mundo. A principal ênfase do movimento é na estratégia do Tratamento Supervisionado (DOTS), a única comprovadamente eficaz. É com essa política que o Grupo de Estudos Epidemiológico-Operacional em Tuberculose (Geotb) da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP trabalha. Sob a coordenação dos profesores Tereza Cristina Scatena Villa e Antônio Ruffino Netto, o Geotb desenvolve estudos de avaliação nacional de serviços de saúde de atenção básica no controle da doença. "São 70 pesquisadores que trabalham juntos há mais de 15 anos em diferentes estados do Brasil", afirma Tereza. Eles avaliam projetos em cidades como Manaus, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Porto Alegre, segundo aspectos políticos, sociais, econômicos, antropológicos e técnico-operacionais. O grupo é financiado por CNPq, Fapesp e Ministério da Saúde.

"Uma das ações prioritárias do Ministério da Saúde é o controle da tuberculose, considerada uma área estratégica da ABS [Atenção Básica à Saúde], e a enfermagem vem desempenhando um papel fundamental nessas ações, seja nas Unidades Básicas de Saúde, nos PSFs [Programas de Saúde da Família] e nos PACS [Programa de Agentes Comunitários de Saúde]", explica a professora Tereza. O trabalho do Geotb vai do gerenciamento, que inclui planejamento das ações e acompanhamento dos casos de tubeculose, ao tratamento supervisionado efetivo do paciente. "Os resultados indicam que os municípios estudados mostram um aumento da cobertura do DOTS durante todo o tratamento, que dura de seis meses a um ano ou mais", explica a professora.

O Stop TB, da OMS, propõe um pacote de intevervenções para os profissionais de enfermagem. Tal pacote inclui ações de busca de casos, tratamento supervisionado (DOTS), monitoramento do sistema de informação, gerenciamento do programa, compromisso político do governo e fornecimento de medicamentos gratuitos. Para tanto, o profissional deve ser capacitado - é ele que irá acompanhar, pessoalmente, o tratamento do paciente, seja na sua casa, trabalho ou vizinhança.

Uma das principais ações do enfermeiro é descobrir, no serviço de saúde ou na comunidade/família, casos suspeitos de tuberculose. Normalmente, tais pacientes têm queixas que nem sempre são valorizadas pelo profissional de saúde mais próximo, seja médico ou enfermeiro. "Para controlar isso, nossos pesquisadores entrevistam o doente, perguntando como foi sua experiência até conseguir um diagnóstico pleno, e avaliam o serviço", explica Tereza. Algumas das questões levantadas são sobre o tempo que o enfermo levou até encontrar um profissional atencioso, que tipo de serviço diagnosticou o caso e quais barreiras ele enfrentou - de ordem pessoal, econômica e social.

São metas e orientações do Geotb: disponibilizar informações aos serviços de saúde para subsidiar o planejamento e a execução de políticas públicas no controle da tuberculose; formar e capacitar pessoas que avaliem a prestação de serviço ao doente de tuberculose; repensar as práticas profissionais, visando a atenção integral ao doente de tuberculose e família; desenvolver intervenções que otimizem a prestação de serviços de saúde para o controle da doença; identificar as barreiras para a expansão da estratégia DOTS, analisar os custos e a efetividade da estratégia DOTS e identificar áreas de risco da tuberculose. Para atingir esses objetivos, os pesquisadores do Geotb formam parcerias com o Programa de Controle da Tuberculose do MS, universidades, conselhos de saúde locais e ONGs.

Fonte: USP
   Palavras-chave:   Tuberculose    DOTS    Estraégia    OMS    EERP    USP   
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