A instalação do Banco de Sangue de Cordão Umbilical já é quase realidade, devido ao convênio firmado entre a Fundação Hemominas e a Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer (FAF), responsável pelas obras. O Banco de Sangue faz parte da Rede Nacional de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para Transplantes de Células-tronco Hematopoéticas (rede Brasilcord), ligado ao Instituto Nacional do Câncer (Inca).
O custo do projeto é de cerca de R$ 3 milhões. A previsão é que o projeto seja concluído em janeiro de 2009, de acordo com o cronograma da Fundação Hemominas e da Fundação Ary Frauzino.
O Banco de Sangue de Cordão Umbilical é uma etapa do projeto Cetebio - Centro de Tecidos Biológicos da Fundação Hemominas. O Cetebio, após sua efetiva instalação, vai fornecer diversos tecidos - ossos, tendões, pele e cartilagens - para utilização em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, além de células-tronco de cordão umbilical. Com essas características técnicas, será o primeiro centro público integrado para coleta, acondicionamento e produção desses materiais criopreservados da América Latina.
A implantação do Centro de Tecidos Biológicos (Cetebio) está prevista para 2010 e vai atender à rede pública de saúde de todo o estado de Minas Gerais.
A Rede BrasilCord receberá investimentos de R$ 31,5 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos são provenientes do Fundo Social do BNDES e serão administrados pela Fundação Ary fruzino (FAF), responsável pela logística do projeto. A verba será utilizada na estruturação de oito novas unidades da Rede, coordenada pelo INCA. O objetivo é armazenar cerca de 50 mil cordões nos 12 bancos da Rede, número considerado ideal para, juntamente com os doadores voluntários de medula óssea, suprir a demanda de transplantes no Brasil.
Desde a sua criação, em 2004, a Rede BrasilCord já disponibilizou 53 unidades de cordão para transplante. Isso corresponde a 12% dos procedimentos realizados nos últimos quatro anos. Utilizar unidade de cordão de registros estrangeiros custa cerca de R$ 50.000, enquanto manter uma bolsa em um banco público nacional, R$ 3.000.