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publicado em 11/01/2010 às 16h40:00
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Homem corre ao lado de crianças africanas durante processo de preparação física
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Homem corre ao lado de crianças africanas durante processo de preparação física

Um estudo realizado no Hospital Geral de Massachusetts (MGH) descobriu que homens relativamente jovens, com infecção pelo HIV de longa data e fatores mínimos de risco cardíaco apresentaram significativamente mais placas ateroscleróticas coronarianas do que os não infectados com risco cardiovascular semelhante. O inquérito, que aparece na edição de janeiro de 2010 da revista AIDS, é o primeiro a usar a angiografia de tomografia computadorizada para identificar placas de artéria coronária em pessoas infectadas pelo HIV.

"Estamos particularmente surpresos por descobrir que vários portadores do HIV, nenhum com sintomas de doença cardíaca, tiveram doença arterial coronária, que não foi encontrada em nenhum participante do grupo de controle", disse Janet Lo, líder do estudo. "Parece que os fatores tradicionais e não tradicionais estão contribuindo para a doença aterosclerótica em pacientes infectados."

O estudo atual realizado com 110 homens - 78 com infecção pelo HIV e 32 não infectados - todos sem sintomas de doença cardiovascular. Os participantes tinham idades entre 18 a 55, e ambos os grupos tinham baixos níveis de fatores tradicionais de risco cardiovascular. Os participantes HIV-positivos tinham infecção de longa data, eram geralmente saudáveis, e a grande maioria estava recebendo a terapia anti-retroviral.

Os participantes passaram por uma tomografia computadorizada (TC) cardíaca padrão usando uma tomografia computadorizada de angiografia (angio-TC). Enquanto a TC cardíaca identifica depósitos de cálcio nas artérias coronárias, angio-TC também pode encontrar placas arteriais não-calcificadas. As TCs padrão mostraram que os participantes infectados com HIV tinham níveis de cálcio coronário que, com base em estudos anteriores, seria de se esperar em homens seis anos mais velhos. A angio-tomografia revelou aterosclerose coronária em 59 % dos pacientes infectados pelo HIV, em comparação com apenas 34 % do grupo controle. Cinco dos participantes HIV-positivos tinham estenose coronariana crítica - 70 % - ou maior estreitamento de um ou mais segmentos arteriais - algo visto em nenhum dos participantes do outro grupo.

"Nossos resultados destacam a necessidade de abordar a redução de fatores de risco cardíaco no início do curso da doença pelo HIV e considerar que mesmo os pacientes assintomáticos com doença de longa data e mínimos fatores de risco cardíaco podem ter a doença arterial coronariana", afirma Lo. "Nós também achamos interessantes associações entre o grau de aterosclerose e o tempo em que os participantes tinham sido infectados com o HIV."

Fonte: Isaude.net
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