Ciência e Tecnologia
publicado em 09/12/2009 às 19h05:00
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Foto: Divulgação/Columbia
Cérebro humano e a repercussão da depressão nas funções neurológicas das pessoas
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Cérebro humano e a repercussão da depressão nas funções neurológicas das pessoas

Um estudo realizado por pesquisadores do Centro de Dependência e Saúde Mental (CAMH) apontou que uma proteína chave do cérebro chamada monoamina oxidase A (MAO-A), elevada durante a depressão clínica, ainda não é afetada pelo tratamento com antidepressivos comumente administrados por médicos em todo o mundo. O estudo tem implicações importantes para a compreensão de porque os antidepressivos não funcionam sempre.
Os pesquisadores utilizaram um avançado método de visualização do cérebro para medir os níveis da proteína MAO-A, que digere substâncias químicas cerebrais múltiplas, incluindo a serotonina, que ajuda a manter a disposição. Níveis altos de MAO-A removem esses produtos químicos do cérebro.
"O descompasso entre o tratamento e a doença são importantes para entender por que os medicamentos nem sempre funcionam. Ao invés de reverter o problema da quebra de diversos produtos químicos pela MAO-A, a maioria dos antidepressivos apenas aumenta a serotonina", explica o pesquisador principal do estudo, Jeffrey Meyer.
O novo estudo focalizou também as pessoas que tinham se recuperado de episódios passados de depressão clínica. Algumas pessoas que pareciam estar em recuperação na verdade tinham altos níveis de MAO-A. Aqueles com altos níveis de MAO-A, em seguida, tiveram recorrência desses episódios.
Essa nova ideia de altos níveis de MAO-A diminuindo a química do cérebro (chamadas monoaminas) e em seguida, provocando uma depressão clínica, é coerente com a constatação histórica de que medicamentos que baixam as monoaminas artificialmente podem levar à depressão clínica como um efeito colateral.

"Como a maioria dos antidepressivos não afeta a MAO-A, estamos contando com o cérebro para curar esse processo de produzir muita MAO-A, o que nem sempre acontece. O futuro é desenvolver tratamentos que digam ao cérebro para criar menos MAO-A, mesmo após o fim do tratamento com antidepressivos, para criar melhores oportunidades para a recuperação sustentada", analisa Meyer.

Fonte: Isaude.net
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