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publicado em 06/11/2013 às 08h29:00
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Pesquisa apontou para necessidade de ações preventivas direcionadas ao período pré-natal das gestantes a fim de evitar o nascimento prematuro
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Pesquisa apontou para necessidade de ações preventivas direcionadas ao período pré-natal das gestantes a fim de evitar o nascimento prematuro

Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP avaliou 677 crianças que nasceram prematuras, pequenas para a idade gestacional ou com baixo peso, e identificou altas taxas de comprometimento comportamentais e emocionais destas crianças

O estudo da psicóloga Adriana Martins Saur, do Departamento de Psicologia, investigou possíveis associações entre o desenvolvimento de crianças no que se refere a aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais e a relação com a prematuridade e peso ao nascer.

O estudo foi desenvolvido em Ribeirão Preto (SP) e avaliou 677 crianças entre 10 e 11 anos de idade, de ambos os sexos. Elas foram divididas em grupos segundo três critérios: peso ao nascer, podendo ser muito baixo peso (MBP), baixo peso (BP) peso insuficiente (PI), peso normal (PN) e muito alto peso (MAP); idade gestacional (prematuros e a termo); e tamanho ao nascer, neste caso podendo ser pequeno para a idade gestacional (PIG) ou adequado para a idade gestacional (AIG).

Do ponto de vista cognitivo, as crianças foram avaliadas por meio dos Testes de Raven (teste de inteligência não-verbal, em que as crianças são solicitadas a escolher uma figura que se encaixe na matriz apresentada) e da técnica de Desenho da Figura Humana (medida de desenvolvimento cognitivo e conceitual, em que as crianças são solicitadas a desenhar as figuras de um homem e uma mulher). Para análise comportamental e emocional, os pais colaboraram, respondendo a um questionário sobre as capacidades e dificuldades de seus filhos.A pesquisa também identificou os fatores que podem interferir no desenvolvimento cognitivo, comportamental e emocional destas crianças com base em variáveis biológicas, clínicas e socioeconômicas. Estabeleceu, ainda, as taxas de problemas comportamentais encontradas, independentemente do critério adotado.

Baixo peso e hiperativas

Os resultados mostraram que crianças de muito baixo peso são mais hiperativas que os outros grupos. Além disso, o peso ao nascer não se mostrou associado ao desfecho cognitivo ou comportamental. Em relação aos sintomas emocionais, o grupo formado por crianças com baixo peso ao nascer apresentou mais problemas emocionais do que aquelas que nasceram com muito baixo peso ou peso normal.

No que se refere ao critério da prematuridade, este não se mostrou associado a nenhum dos três desfechos investigados e, em relação ao tamanho ao nascer, o estudo identificou que crianças consideradas pequenas para a idade gestacional apresentaram mais comprometimentos cognitivos, comportamentais e emocionais em comparação àquelas nascidas com peso adequado para a idade gestacional.

Outro importante resultado encontrado mostra que o grau de escolaridade da mãe e a classificação econômica influenciaram os desfechos cognitivo, comportamental e emocional das crianças avaliadas no estudo. Além disso, nascer com tamanho considerado pequeno para a idade gestacional contribuiu para o aumento de problemas emocionais. Meninos apresentaram mais chances de desenvolver problemas comportamentais.

Em geral, as taxas de identificação de problemas comportamentais foram altas: 38,2% para problemas gerais e 53,9% para sintomas emocionais.

Os resultados encontrados no estudo apontam para a necessidade de ações preventivas direcionadas ao período pré-natal das gestantes, a fim de evitar o nascimento prematuro e/ou de crianças com baixo peso ao nascer, atenuando possíveis riscos decorrentes de tais adversidades. Além disso, sugere-se também a elaboração de programas sociais que possam incrementar as condições socioeconômicas e educacionais da população visto serem estes fatores que influenciaram o desenvolvimento das crianças em idade escolar.

Fonte: USP
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