Saúde Pública
publicado em 05/11/2013 às 18h44:00
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Os números da hipertensão arterial permaneceram estáveis no Brasil, nos últimos sete anos. A informação é parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012), divulgada nesta terça-feira (5) pelo Ministério da Saúde.

"Embora tenha sido registrada uma diferença de 22,5% para 24,6% entre 2006 e 2012, do ponto de vista estatístico, ela é irrelevante", afirmou Deborah Malta, diretora de Análise de Situação em Saúde, do Ministério da Saúde.

Segundo os resultados da pesquisa que entrevistou 45 mil pessoas com idades acima dos 18 anos em 26 capitais brasieliras e no Distrito Federal, o índice de hipertensos permaneceu estável nos últimos sete anos da pesquisa. A Vigitel 2012 aponta que, quanto maior a escolaridade, menor a taxa de hipertensos. Entre os que têm até oito anos de educação formal, 37,8% sofrem de hipertensão. Já com relação àqueles com 12 anos ou mais de ensino, 14,2% são hipertensos.

Mais comum entre as mulheres (26,9%) que entre os homens (21,3%), a hipertensão cresce à medida que aumenta a idade. Na faixa etária de 18 a 24 anos, apenas 3,8% tem hipertensão. Entre os que têm mais de 65 anos, 59,2% se declaram hipertensos.

Apesar de não ter havido grande alteração na incidência da doença, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que o número de pessoas que precisaram ser internadas na rede pública em decorrência de complicações de hipertensão caiu 25% em dois anos. Em 2010, o SUS registrou 155 mil internações, enquanto em 2012 foram 115 mil.

O crescimento do acesso a medicamentos gratuitos para hipertensão por meio do Programa Farmácia Popular é apontado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como fator decisivo para a redução nas internações. Ele cita ainda a adoção de hábitos alimentares saudáveis, com redução do consumo de sal e a prática de exercícios físicos.

"O acesso ao medicamento cresceu sete vezes em dois anos. Sabemos que, no tocante à internação, o acesso ao cuidado médico e ao medicamento é decisivo para reduzir a internação. E os hábitos saudáveis, como expandir a atividade física, tem um papel muito importante, fundamental na prevenção", completou Debora.

Os dados da pesquisa por capital apontam que o Rio de Janeiro (29,7%) concentra a maior taxa de hipertensos. De acordo com o ministro Padilha, a razão pode ser a alta concentração de população idosa. Boa Vista (16,6%) é a capital com menos hipertensos, o que é motivado também por característica etária da população, que é mais jovem.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Vigitel 2012    Hipertensão arterial    Hipertensão    Hipertensos    Deborah Malta    Saúde   
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