Saúde Pública
publicado em 30/10/2013 às 10h01:00
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Feijão está entre os alimentos monitorados pela Anvisa e apresentou resíduos irregulares de agrotóxicos Dirceu Barbano, diretor presidente da Anvisa
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Feijão está entre os alimentos monitorados pela Anvisa e apresentou resíduos irregulares de agrotóxicos
Dirceu Barbano, diretor presidente da Anvisa

Os resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) (2011/2012) mostram que 36% das amostras de 2011 e 29% das amostras de 2012 apresentaram resultados fora dos limites permitidos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem dois tipos de irregularidades, uma quando a amostra contém agrotóxico acima do Limite Máximo de Resíduo (LMR) permitido e outra quando a amostra apresenta resíduos de agrotóxicos não autorizados para o alimento pesquisado. Das amostras insatisfatórias, cerca de 30% se referem à agrotóxicos que estão sendo reavaliados pela Anvisa.

Um dado que chama a atenção é a presença de pelo menos dois agrotóxicos que nunca foram registrados no Brasil: o azaconazol e o tebufempirade. Isto sugere que os produtos podem ter entrado no país por contrabando.

De acordo com o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, "a Anvisa tem se esforçado para eliminar ou diminuir os riscos no consumo de alimentos, isto se aplica também aos vegetais. Por esta razão a agência monitora os índices de agrotóxicos presentes nas culturas. Nós precisamos ampliar a capacidade do SNVS de monitorar o risco tanto para o consumidor como para o produtor para preservar a saúde da população."

O atual relatório traz o resultado de 3.293 amostras de treze alimentos monitorados, incluindo arroz, feijão, morango, pimentão, tomate, dentre outros. A escolha dos alimentos baseou-se nos dados de consumo obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na disponibilidade destes alimentos nos supermercados das diferentes unidades da federação e no perfil de uso de agrotóxicos nestes alimentos.

"O aspecto positivo do PARA é que vem aumentado a capacidade dos órgãos locais em identificar a origem do alimento e permitir que medidas corretivas sejam adotadas. Em 2012, 36% das amostras puderam ser rastreadas até o produtor e 50% até o distribuidor do alimento, afirma Barbano.

Ele completa afirmando que os resultados do PARA mostram que ainda é preciso investir na formação dos produtores rurais e no acompanhamento do uso de agrotóxicos. O programa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia continuamente os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Fonte: Isaude.net
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