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publicado em 20/09/2013 às 12h58:00
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O trabalho sugeriu, pela primeira vez, que os genes ERP29 e LEF1 alteram o risco de desenvolvimento de melanoma

 
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Orientadora Carmen Silvia Passos Lima (a esq.) e a responsável pelo estudo Cristiane Oliveira Paciente com melanoma cutâneo em tratamento
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Orientadora Carmen Silvia Passos Lima (a esq.) e a responsável pelo estudo Cristiane Oliveira
Paciente com melanoma cutâneo em tratamento

A pesquisa "Novos polimorfismos nos genes ERP29 e LEF1 associados com risco de melanoma cutâneo" desenvolvida no Laboratório de Genética do Câncer (LAGECA) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi premiada com o primeiro lugar na 10ª Conferência Brasileira sobre Melanoma, realizada em agosto, em Belo Horizonte (MG).

O trabalho sugeriu, pela primeira vez, que esses genes alteram o risco de desenvolvimento desse tipo de câncer de pele, especialmente quanto à forma mais avançada do tumor. A pesquisa foi realizada pela bióloga, doutoranda em fisiopatologia médica, Cristiane Oliveira. A orientação é da médica Carmen Silvia Passos Lima. O estudo foi realizado a partir de uma amostra de 179 pacientes atendidos no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp com melanoma cutâneo e 199 indivíduos doadores de sangue do Hemocentro da Unicamp.

"Os polimorfismos gênicos definem as características físicas dos indivíduos e podem atuar de forma variada no metabolismo de drogas, na formação de vasos sanguíneos e no reparo de lesões ao DNA, por exemplo. Consequentemente, os indivíduos herdam dos pais, não apenas informações que determinam a cor dos olhos, como também a predisposição para o desenvolvimento de determinados tipos de doenças, como o câncer. O estudo dá um indicativo dessa predisposição para o melanoma cutâneo, que consiste em um tumor agressivo devido ao seu potencial metastático (de se espalhar) e alta resistência ao tratamento", explicou a professora Carmen Silvia Passos Lima.

De acordo com Cristiane Oliveira, doutoranda em fisiopatologia médica, o resultado se mostrou relevante porque identificou polimorfismos no gene ERP29 um candidato a supressão tumoral - que combate o desenvolvimento do tumor e outros dois polimorfismos no gene LEF1 envolvidos na transcrição de DNA, processo responsável pela transmissão das características hereditárias. "Ainda não sabemos como esses polimorfismos estão alterando as proteínas sintetizadas. Esse é o próximo passo que está em andamento em nosso laboratório", explicou.

Este é o primeiro estudo que avaliou a influência dos polimorfismos do gene ERP29 c.293A>G, do gene LEF1 c.1213+480C>T e g.127267C>T no risco de melanoma cutâneo. A identificação de genes polimórficos associados ao melanoma cutâneo pode contribuir para identificar grupos de indivíduos com alto risco para a doença, que mereçam receber recomendações adicionais para prevenir a doença, ou mesmo seguimentos de rotina em dermatologistas para realizar o diagnóstico precoce.

Os pesquisadores identificaram anteriormente, por meio da técnica de genotipagem em larga escala, dez polimorfismos em genes com importantes papéis no processo de formação de tumores de cabeça e pescoço. E, dois polimorfismos nos genes ERP29 e LEF1 tiveram seus papéis investigados no melanoma cutâneo no estudo atual.

Maior frequência de genótipos específicos dos genes ERP29 AA e LEF1 TT e TT foram identificados em pacientes com melanoma cutâneo comparados com os indivíduos saudáveis. Indivíduos com estes genótipos apresentaram risco cerca de três vezes maior de desenvolver o câncer, em relação aos portadores de outros genótipos. Genótipo específico do gene ERP29 AA foi mais encontrado nos pacientes com tumor avançado, do que naqueles com tumores localizados, ou mesmo em pessoas saudáveis; e os indivíduos com esse tipo de genótipo apresentaram risco cerca de cinco vezes maior de desenvolver o tumor em sua forma avançada do que os portadores de outros genótipos.

Para saber com precisão quais são os papéis destes polimorfismos gênicos no risco herdado de melanoma cutâneo no contexto brasileiro, Carmen disse que será preciso reunir amostras de indivíduos de diversas regiões do país, já que as frequências dos genótipos distintos dos polimorfismos também variam em indivíduos de diferentes etnias. "Depois de realizarmos os estudos desenvolvidos no Brasil, iremos compará-los com resultados obtidos em outros países para saber como esses genes se comportam na doença, no mundo todo", disse a orientadora.

Fonte: UNICAMP
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