Saúde Pública
publicado em 05/09/2013 às 10h28:00
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Foto: Maurício Bazílio/SECOM RJ
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Pacientes durante as aulas no Instituto Estadual Ary Parreiras, em Niterói Aulas fazem parte do projeto Brasil Alfabetizado
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Pacientes durante as aulas no Instituto Estadual Ary Parreiras, em Niterói
Aulas fazem parte do projeto Brasil Alfabetizado

Vinte e cinco pacientes internados em duas enfermarias do Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras, em Niterói, dividem seu tempo entre os cuidados com a saúde e os livros. O grupo faz parte das novas turmas do programa Brasil Alfabetizado, que começaram suas atividades letivas no início de junho. Os pacientes foram divididos em duas turmas, que têm aulas tanto em um dos refeitórios do instituto, transformado em sala de aula, quanto em uma sala de convivência de uma das enfermarias.

Os alunos têm aulas todos os dias da semana. Às segundas e sextas-feiras, são realizadas oficinas. Às terças, quartas e quintas, as aulas são de Português, Matemática, História e atualidades. No fim do curso, que tem seis meses de duração, o paciente recebe um certificado, válido como comprovante de escolaridade caso pretenda continuar seus estudos em uma escola formal.

Como a classe é formada por alunos de diferentes níveis de escolaridade, há a necessidade de dosar o conteúdo. "Por isso, as aulas incluem atualidades, e também há conteúdos diferentes da alfabetização. Assim, atendemos a quem não é alfabetizado e também àqueles que quiseram voltar a estudar," afirmou a professora de Ensino Fundamental Patrícia Mata, que trabalha na área administrativa do instituto e dá aulas nas oficinas de vídeo e texto.

Aos 53 anos, Jairo Nazaré já aprendeu a escrever o próprio nome. Ele conta que chegou a frequentar a escola quando criança, mas que não conseguiu aprender. "Não tinha muita cabeça para estudar, mas sempre quis escrever. Aqui, me ofereceram para participar das aulas e resolvi ir. Estou gostando muito e quero aprender a ler tudo. Perto da minha casa tem uma escola e, quando sair daqui, vou fazer a minha matrícula."

Nas turmas deste ano, a média de idade dos alunos é de 40 anos. Muitos deles tiveram contato com as letras anteriormente, mas decidiram se inscrever no projeto para voltar a estudar, reaprender o que já esqueceram ou participar das aulas para que a rotina dentro do hospital se torne mais atrativa.

Com informações da SES/RJ

Fonte: Isaude.net
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