Ciência e Tecnologia
publicado em 03/09/2013 às 15h40:00
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Foto: Gutemberg Brito/Fiocruz
Reginaldo Brazil instala armadilha contendo ferormônio para atrair os mosquistos transmissores da leishmaniose visceral
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Reginaldo Brazil instala armadilha contendo ferormônio para atrair os mosquistos transmissores da leishmaniose visceral

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em parceria com o pesquisador Gordon Hamilton da Universidade Keele, na Inglaterra, estão desenvolvendo um projeto para o controle do vetor da leishmaniose na Região Sudeste. Financiando pela Wellcome Trust, a pesquisa está em sua segunda fase, envolvendo 18 municípios do noroeste de São Paulo. A iniciativa testa o uso do feromônio sintético do mosquito palha, o 9-Metil Germacreno. No caso, feromônio é uma substância química secretada por espécies animais com o objetivo de promover a atração sexual de indivíduos da mesma espécie.

De acordo com o coordenador do projeto e pesquisador do Laboratório de Doenças Parasitárias do IOC, Reginaldo Peçanha Brazil, a captura dos vetores é realizada por meio de armadilhas especiais instaladas nas residências de 700 moradores voluntários. "Como as aves também são fonte alimentar para os flebotomíneos (vetor da doença), as armadilhas foram instaladas em galinheiros. O equipamento possui um mecanismo que libera durante três meses o feromônio, utilizado para atrair as fêmeas do mosquito palha. Nossa estratégia é atrair o inseto e depois eliminá-lo, ajudando no controle da leishmaniose visceral", explica o pesquisador.

Perspectivas

O pesquisador antecipa que está em fase de desenvolvimento um kit que utiliza o feromônio combinado a um cortinado impregnado com inseticida a base. "O feromônio irá atrair os mosquitos e o inseticida o eliminará", explica. "Planejamos testar o uso do kit como estratégia de controle, com o objetivo de favorecer a diminuição da densidade de flebotomíneos em determinada localidade", conclui Brazil.

A etapa inicial do projeto foi realizada na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, entre 2008 e 2010. Na época, a incidência da leishmaniose visceral canina na região estava aumentando e não havia estratégia de controle. "A eliminação do vetor da doença é um desafio. Por isso, temos que pensar em estratégias para controlá-lo, a fim de contribuir para a redução da transmissão da leishmaniose, que acomete muitas pessoas em todo o país e com consequências graves", destaca o especialista.

Fonte: FIOCRUZ
   Palavras-chave:   Leishmaniose    Instituto Oswaldo Cruz    Fiocruz    Reginaldo Peçanha Brazil    São Paulo    Saúde   
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