Ciência e Tecnologia
publicado em 03/09/2013 às 13h00:00
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Ilustração: 4kingdoms
Ataques cardíacos ocorrem quando uma das artérias coronárias, vasos sanguíneos que fornecem sangue ao coração ficam bloqueadas
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Ataques cardíacos ocorrem quando uma das artérias coronárias, vasos sanguíneos que fornecem sangue ao coração ficam bloqueadas

Uma nova forma de cirurgia para pacientes com ataque cardíaco poderia salvar milhares de vidas por ano, de acordo com pesquisa apresentada no European Society of Cardiology, nos EUA.

O procedimento, conhecido como angioplastia preventiva, é capaz de reduzir o risco de morte e de outras complicações sérias em dois terços.

Médicos britânicos por trás da pesquisa acreditam que a cirurgia, que trata outras artérias bloqueadas além daquela que desencadeou o ataque, deve ser adotada rotineiramente.

Ataques cardíacos ocorrem quando uma das artérias coronárias, vasos sanguíneos que fornecem sangue ao coração, tornam-se bloqueadas, fazendo com que o músculo fique danificado.

Neste momento, os pacientes passam por uma operação de emergência chamada de angioplastia imediatamente após o ataque, quando os médicos inserem um tubo fino - um stent - na artéria bloqueada para permitir que o sangue flua.

Durante a cirurgia, os médicos muitas vezes descobrem que outras artérias estão parcialmente bloqueadas, o que poderia causar outro ataque cardíaco no futuro.

Embora as diretrizes digam que os médicos devem tratar apenas a artéria que causou o ataque, alguns especialistas vêm inserindo stents em outras veias de alto risco, na esperança de prevenir problemas futuros.

Como cada procedimento pode provocar hemorragia, acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco, e incorre em um custo extra, muitos médicos acreditam que não vale a pena.

O pesquisador David Wald e seus colegas realizaram um estudo em 465 pacientes que sofreram ataques cardíacos entre 2008 e 2013.

Cerca de metade dos pacientes teve a cirurgia para colocação de um stent apenas na artéria que causou o ataque cardíaco, enquanto a outra metade teve o dispositivo implantado em outras artérias bloqueadas.

A pesquisa, publicada no New England Journal of Medicine, mostrou que os pacientes que tiveram a cirurgia em outras artérias bloqueadas eram 64% menos prováveis de morrer ou sofrer um ataque cardíaco grave.

"O julgamento fornece novas evidências que podem ajudar a rever as diretrizes existentes. Obviamente, vai depender sempre de o médico olhar para o paciente e decidir por si. Para mim, como cardiologista, isso mudou completamente a forma como eu trabalho", afirma Wald.

Fonte: Isaude.net
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