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publicado em 03/09/2013 às 10h30:00
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Pesquisadores da Oklahoma Medical Research Foundation, nos EUA, descobriram um novo mecanismo de ação das plaquetas.

A descoberta pode levar a tratamentos inéditos para reduzir o sangramento após traumas e infecções graves.

Os resultados foram publicados na revista Nature.

Uma forma por meio da qual o sistema imunológico mantém um corpo saudável é utilizando a vigilância imunológica. Linfócitos, um tipo de glóbulo branco, constantemente saem da corrente sanguínea e verificam os gânglios linfáticos para medir a presença de patógenos ou o crescimento anormal de células. Essa função prepara o sistema imunológico para combater infecções e eliminar as células pré-cancerosas.

Durante anos, os cientistas se perguntam como os linfócitos saem da corrente sanguínea em um grande volume sem causar sangramento. Lijun Xia e sua equipe descobriram que as plaquetas, que normalmente param a perda de sangue, ativam um processo de triagem. E este processo permite aos linfócitos saírem para os gânglios linfáticos, sem deixar que as células vermelhas do sangue saiam do vaso sanguíneo.

"As plaquetas são as menores células do sangue a trabalhar para curar cortes porque elas ficam no local da lesão. Esta nova função requer que as plaquetas despejem um conteúdo lipídico específico, mas não precisa de plaquetas intactas, porque não está formando um coágulo. Nós nunca soubemos que isso podia acontecer", afirma Xia.

As plaquetas não só permitem que os linfócitos deixem o vaso sanguíneo, elas fazem isso saindo, elas mesmas, dos vasos sanguíneos. Outra nova descoberta, segundo os pesquisadores.

Quando os cientistas interromperam o processo de remoção de uma proteína chamada podoplanin, o processo de triagem deixou de funcionar, permitindo que ambos os linfócitos e as células vermelhas do sangue escapassem.

A pesquisa revela uma nova função das plaquetas independente de sua função hemostática. As descobertas podem mudas as formas por meio das quais os médicos usam as plaquetas para tratar lesões traumáticas e infecções graves.

As plaquetas intactas geralmente duram entre 5 e 7 dias no sangue e não podem ser congeladas, dificultando seu armazenamento. Como a nova função não requer plaquetas intactas, isso pode levar a diferentes usos para as plaquetas, até mesmo alguns permitir que elas sejam congeladas.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta pode ser útil em parar a propagação de hemorragias internas causadas por traumas explosivos ou infecções graves.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Plaquetas    Hemorragias    Infecções graves    Oklahoma Medical Research Foundation    Lijun Xia   
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