Ciência e Tecnologia
publicado em 23/08/2013 às 14h30:00
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Foto: University of Missouri
Professor Mengshi Lin e Zhong Zhang durante o processo de pesquisa
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Professor Mengshi Lin e Zhong Zhang durante o processo de pesquisa

Cientistas da Universidade de Missouri, nos EUA, desenvolveram um método confiável para a detecção de nanopartículas de prata em produtos frescos e outros produtos alimentícios.

Ao longo dos últimos anos, o uso dos nanomateriais para tratamento de água, embalagem de alimentos, pesticidas, cosméticos e em outras indústrias aumentou. Por exemplo, os agricultores utilizam nanopartículas de prata como um pesticida por causa da sua capacidade para suprimir o crescimento de organismos nocivos.

No entanto, uma crescente preocupação é que essas partículas poderiam representar um risco potencial para a saúde dos seres humanos e para o meio ambiente.

"Mais de 1 mil produtos no mercado são produtos baseados em nanotecnologia. Esta é uma preocupação porque não sabemos a toxicidade das nanopartículas. Nosso objetivo é detectar, identificar e quantificar essas nanopartículas em alimentos e produtos alimentícios e estudar a sua toxicidade, o mais rapidamente possível", afirma o pesquisador Mengshi Lin.

Lin e seus colegas estudaram o resíduo e a penetração de nanopartículas de prata na pele de peras. Primeiro, os cientistas imergiram as peras em uma solução de nanopartículas de prata semelhantes à aplicação de pesticidas. As peras foram então lavadas e enxaguadas repetidamente.

Os resultados mostraram que quatro dias depois do tratamento e do enxaguamento, as nanopartículas de prata ainda estavam ligadas à pele da fruta, e as partículas menores eram capazes de penetrar na pele e atingir a polpa da pera.

"A penetração das nanopartículas de prata é perigosa para os consumidores, porque elas têm a capacidade de mudar no corpo humano após digestão. Por isso, as nanopartículas menores podem ser mais prejudiciais para os consumidores do que as maiores", afirma Lin.

Quando ingeridas, as nanopartículas passam para o sistema sanguíneo e linfático, circulando através do corpo e atingindo locais potencialmente sensíveis, tais como o baço, o cérebro, o fígado e o coração.

"Este estudo fornece uma abordagem promissora para detectar a contaminação de nanopartículas de prata em culturas alimentares ou outros produtos agrícolas", concluem os autores.

Fonte: Isaude.net
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