Ciência e Tecnologia
publicado em 14/08/2013 às 10h00:00
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Médicos do Hospital Henry Ford, nos EUA, utilizaram um procedimento pioneiro para implantar uma válvula cardíaca artificial ligando temporariamente vasos sanguíneos principais que normalmente não se cruzam.

A equipe realizou a primeira operação cardíaca do mundo utilizando a nova técnica em um paciente de 79 anos de idade, quando se tornou evidente que outros meios não iriam funcionar.

"Eu sabia de uma técnica experimental que ainda não havia sido testada em humanos, e eu tinha um paciente sem outras opções", afirma William O'Neill, diretor médico do Centro de Cardiopatia Estrutural no Hospital Henry Ford.

A nova abordagem, chamada transcaval, envolve colocar um fio de guia através de uma veia na perna, e passá-lo a partir da veia principal do corpo para dentro da artéria principal, a aorta abdominal. Em seguida, por meio da dilatação progressiva, as aberturas da veia e da artéria são alargadas até ao ponto de permitir que um cateter as ligue, continue até o coração, e implante a nova válvula cardíaca artificial.

À medida que o cateter é retirado, tampões são inseridos na artéria e na veia para fechar os orifícios feitos para a ligação temporária dos dois grandes vasos sanguíneos.

Aproximadamente 5 milhões de pessoas nos EUA são diagnosticadas com a doença de válvula cardíaca a cada ano. Com o envelhecimento da população, que muitas vezes é frágil para a cirurgia de coração aberto, mais de 20 mil americanos morrem da doença a cada ano, de acordo com a American Heart Association.

O'Neill estima que este novo procedimento pode ajudar entre 25 a 50 mil pacientes por ano no país.

O acesso preferido para a troca da válvula aórtica transcateter (TAVR) é através das artérias da perna. No entanto, as artérias do paciente de 79 anos eram muito pequenas para comportar o cateter, devido à formação de placas e de stents que tinham sido previamente colocados neles.

Cardiologistas fizeram uma tentativa de chegar ao coração do paciente através de uma incisão no peito minimamente invasiva, mas depósitos de gordura perto do coração do paciente não suportariam a estrutura necessária para um cateter.

"Uma vez que todas as opções tradicionais não eram viáveis , nossa equipe admitiu que a nova técnica poderia ser a resposta para este paciente", afirma o médico Adam Greenbaum.

O paciente está fazendo uma recuperação notável, e já voltou para casa no norte de Michigan. "O sucesso deste novo procedimento pode abrir uma nova rota para a substituição da válvula transcateter", conclui O'Neill.

Fonte: Isaude.net
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