Ciência e Tecnologia
publicado em 31/07/2013 às 11h48:00
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Colher células-tronco através de um simples exame de urina é o objetivo de pesquisa realizada no Wake Forest Baptist Medical Center's Institute for Regenerative Medicine. "Estas células estão sendo obtidas através de uma abordagem simples, de baixo custo e não invasiva," disse Zhang Yuanyuan, pesquisador sênior no projeto.

Durante os estudos, a equipe conseguiu transformar células-tronco da urina em células da bexiga, tais como células do músculo liso e uroteliais, mas os pesquisadores afirmam que existe potencial para que estas células possam formar ossos, cartilagem, gordura, músculo esquelético, nervos e células endoteliais.

"As células estaminais que encontramos na urina representam praticamente um suprimento ilimitado de células autólogas para o tratamento não só problemas urológicos, tais como doença renal, incontinência urinária e disfunção erétil, mas em vários outros campos. Elas também poderiam ser usadas para projetar bexigas de reposição, tubos de urina e outros órgãos urológicos.

Isto sem falar da capacidade de usar células-tronco do próprio paciente para a terapia, evitando as respostas imunes e a rejeição," afirmou Zhang.

A equipe de Zhang identificou pela primeira vez estas células na urina em 2006. A pesquisa atual baseia-se em estudos anteriores, confirmando a multipotência destas células. Além disso, a pesquisa revelou que, ao contrário das células iPS ou células estaminais embrionárias, as células-tronco derivadas da urina não formam tumores quando implantadas no corpo, indicando maior segurança no seu uso.

A pesquisa envolveu a análise de amostras de urina de 17 indivíduos saudáveis com idades de cinco a 75 anos. Após isolarem as células num processo simples e não invasivo, "uma espécie de exame de urina," os cientistas avaliaram a capacidade das células tronco de se tornarem múltiplos tipos de células.

Em seguida, os pesquisadores implantaram as células em estruturas feitas de intestino de porco. Quando implantadas em ratos durante um mês, as células formaram estruturas semelhantes a múltiplas camadas de tecido.

As células estaminais derivadas de urina têm marcadores de células mesenquimais, que são células estaminais adultas, tais como da medula óssea. Eles também têm marcadores de pericitos, um subconjunto de células mesenquimais encontradas em pequenos vasos sanguíneos.

Os pesquisadores suspeitam que estas células são provenientes do trato urinário superior, incluindo o rim. Uma das comprovações desta teoria foi o registro do cromossoma Y nas células estaminais derivadas de urina em pacientes do sexo feminino que haviam recebido transplantes de rim de dadores do sexo masculino, o que sugere o rim como a fonte das células.

Fonte: Isaude.net
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