Saúde Pública
publicado em 22/07/2013 às 18h32:00
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Um estudo do Fundo da ONU para a Infância (Unicef) afirma que, na próxima década, 30 milhões de meninas estarão em risco de sofrer mutilação genital.

Os números são resultado de pesquisa realizada em 29 países da África e do Médio Oriente, onde a prática ainda é uma realidade.

Segundo o estudo, em muitas das regiões pesquisadas, as meninas são menos propensas à prática do que há 30 anos. O apoio dado à prática está em declínio, mesmo em países onde esta ocorre de forma universal como o Egito e o Sudão.

Guiné-Bissau

A excessão à tendência de queda vem de países como Guiné-Bissau e o Senegal. Uma tendência contrária é observada em quase todas as nações com prevalência moderada citados no relatório "A Mutilação/Incisão Genital Feminina: Uma visão Estatística e Exploração da Dinâmica de Mudança."

A pesquisa cita ainda um estudo sobre o grupo étnico guineense dos Mandingas, que estabelece uma relação entre o ato, as identidades étnicas e islâmicas. A circuncisão é tida na comunidade como um pré-requisito para a pureza ritual necessária para a oração e sinal de pertenção ao grupo.

A oficial de Programas do Fundo da ONU para a População na Guiné-Bissau, Cândida Gomes Lopes, disse que a abordagem para desencorajar a prática começa a mudar no país.

"Não vamos somenter dizer 'vocês devem parar', mas há um conjunto de outras atividades que estão apoiando a mudança deste cenário. Ações que estão sendo desenvolvidas, a nível local que leva as pessoas a entenderem a necessidade de abandonar mutilação genital", disse.

O documento mostra que na nação de língua portuguesa, 18% das guineenses já submetidas ao procedimento sofreram a incisão depois de 15 anos. Estima-se que metade das meninas e mulheres entre 15 e 49 anos tenham sido submetidas à mutilação genital feminina no país, que em 2011 aprovou uma lei que proíbe o procedimento.

Apesar da queda geral no número de adeptos da prática, a Unicef estima que, em todo o mundo, mais de 125 milhões de meninas e mulheres tenham sido submetidas à mutilação genital feminina.

O relatório destaca uma diferença entre as opiniões pessoais sobre a incisão e o sentido enraizado na obrigação social que alimenta a sua continuidade. A manutenção da incisão é agravada pela falta de comunicação aberta sobre o assunto, considerado sensível e privado.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Mutilação genital    África    Médio Oriente    Unicef)   
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