Ciência e Tecnologia
publicado em 15/07/2013 às 02h35:00
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Foto: Walter and Eliza Hall Institute of Medical Research
Daniel Gray e Antonia Policheni do Walter and Eliza Hall Institute of Medical Research, em Melbourne, na Austrália
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Daniel Gray e Antonia Policheni do Walter and Eliza Hall Institute of Medical Research, em Melbourne, na Austrália

Pesquisadores do Instituto sueco VIB e d o Walter and Eliza Hall Institute, da Austrália, descobriram os genes que controlam o número de células T reguladoras no corpo, um fator determinante para definir a força das respostas imunes. Esta descoberta pode ser um ponto de partida importante para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento de doenças do sistema imunológico.

A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Immunology

Em circunstâncias ideais, o sistema imunológico em equilíbrio protege o corpo contra infecções. Este equilíbrio pode ser interrompido causando doenças do sistema imunológico. Um sistema imune hipoativo permite o desenvolvimento de infecções e tumores, enquanto que um sistema imunitário hiperativo pode conduzir a alergias e doenças autoimunes como diabetes e artrite.

As células T reguladoras são um tipo de células brancas do sangue especializadas em manter o sistema imunológico em equilíbrio. Para descobrir como o nível adequado de equilíbrio é alcançado, Adrian Liston, do VIB, desenvolveu um trabalho conjunto com o grupo de pesquisa australiano liderado por Daniel Gray e Antonia Policheni, especialistas em morte celular do Walter and Eliza Hall Institute.

Em um projeto de pesquisa de quatro anos, os dois grupos descobriram uma rede de controle genético que determinou se as células T reguladoras viviam ou morriam, definindo o nível de atividade imune em ratos. " Os genes envolvidos são praticamente inalterados entre camundongos e humanos, proporcionando forte esperança de que o mesmo resultado possa ser obtido em pacientes," afirmam os pesquisadores.

" Ao trabalhar o mecanismo de controle genético sobre o número de células T reguladoras, criamos um verdadeiro desafio e uma oportunidade para os pesquisadores farmacêuticos, disse o professor Liston. Temos, agora, o projeto para controlar o nível de ativação imune. O próximo passo é identificar os medicamentos que influenciam este sistema, para que possamos corrigir distúrbios quando eles ocorrem. Em teoria, tais drogas podem ser utilizadas para combater quase tudo, desde o câncer (quando o sistema imunológico precisa ser estimulado para as células cancerosas) a alergias e doenças auto-imunes (quando o sistema imunológico precisa de ser inibido).

Fonte: Isaude.net
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