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publicado em 23/06/2013 às 12h30:00
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Equipe de pesquisadores do Centro de Pesquisa Nacional do Câncer espanhol (CNIO) descobriu que um gene que protege os telômeros, extremidades do cromossomo, também tem papel fundamental na obesidade.

A pesquisa é a primeira a demonstrar essa relação entre o gene RAP1 e o excesso de peso. "Nós ainda não sabemos qual o significado evolutivo para essa conexão, mas é no mínimo interessante que um gene dos telômeros esteja relacionado à obesidade", afirma a coautora da pesquisa Maria Blasco.

Os resultados aparecem na revista Cell Reports.

RAP1 faz parte do complexo shelterin, um grupo de proteínas que formam a cobertura de proteção dos telômeros, a sequência de DNA nas extremidades de cromossomos que diminui com cada divisão celular e assim mede o envelhecimento do organismo.

Os pesquisadores descobriram que RAP1, ao contrário dos outros genes, não é essencial para a sobrevivência do organismo, mas isso não significa que RAP1 não é importante. O inverso é sim o processo: quando se comparam os genomas de diferentes espécies, pode ser observado que é o RAP1 é o mais conservado de todas. Apesar da longa história de mudanças evolutivas, RAP1 não mudou, ela está presente até mesmo na levedura.

A equipe demonstrou que RAP1, além de estar localizado nos telômeros, também está presente no resto do cromossomo; atuando na regulação de outros genes.

Para analisar essa outra função potencial e sua importância no organismo, os pesquisadores CNIO criou uma linhagem de ratos sem RAP1 e, para sua surpresa, descobriram um modelo para a obesidade.

Segundo os pesquisadores, camundongos sem RAP1 ganham mais peso. "Ratos, especialmente do sexo feminino sem RAP1 não comer mais, mas ganham mais peso. Eles sofrem de síndrome metabólica, acumulam gordura abdominal e apresentam alta glicose e níveis de colesterol, entre outros sintomas", observa a autora da pesquisa Paula Martinez.

A razão é que RAP1 desempenha um papel importante na regulação de genes envolvidos no metabolismo. Em particular, os investigadores descobriram que ele atua na mesma via de sinalização mediada por outra proteína: PPAR-gama (PPAR-?).

Na verdade, ratos com deficiência de PPAR-? sofrem de um tipo de obesidade "surpreendentemente semelhante" à observada em ratos sem RAP1.

O próximo passo da equipe será estudar se RAP1 também desempenha um papel na obesidade humana. "Esta descoberta acrescenta um elemento à equação obesidade, e abre uma possível nova ligação entre a disfunção metabólica e envelhecimento, através de uma proteína presente nos telômeros", conclui Blasco.

Fonte: Isaude.net
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