Ciência e Tecnologia
publicado em 18/06/2013 às 13h06:00
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Foto: Institute for Research in Biomedicine
Laura Nevola, responsável pela pesquisa
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Laura Nevola, responsável pela pesquisa

Pesquisadores liderados pelo Institute for Research in Biomedicine (IRB), em Barcelona, desenvolveram uma técnica capaz de facilitar a criação de medicamentos e moléculas terapêuticas controladas pela luz.

Os resultados aparecem em destaque na revista Angewandte Chemie.

A equipe sintetizou dois peptídeos (pequenas proteínas), que, por irradiação com a luz, modificam de forma, permitindo ou prevenindo uma interação específica proteína-proteína. A associação destas duas proteínas é necessária para a endocitose, um processo pelo qual as células permitem que as moléculas terapêuticas atravessem a membrana celular e entrem.

A cientista italiana Laura Nevola, passou quatro anos trabalhando no projeto de peptídeos fotossensíveis. "Peptídeos fotossensíveis agem como semáforos e podem ser feitos para dar 'luz' verde ou vermelha para a endocitose celular. Eles são ferramentas poderosas para a biologia celular. Essas moléculas nos permitem usar a luz focalizada como uma varinha mágica para controlar processos biológicos e para estudá-los", afirmam os pesquisadores.

Os investigadores destacam que estas moléculas têm aplicabilidade imediata no estudo, por exemplo, da endocitose in vitro em células de câncer, onde este processo não é controlado, o que permitiria inibição seletiva da proliferação destas células. Além disso, eles também permitem o estudo da biologia do desenvolvimento, em que as células necessitam de endocitose para mudar de forma e função, processos que são orquestrados com grande precisão espacial e temporal.

Neste contexto, os peptídeos fotossensíveis vão permitir a manipulação do complexo para o desenvolvimento de um organismo multicelular, por meio de padrões de luz. "Em vista dos resultados agora estamos trabalhando no sentido de uma receita geral para projetar peptídeos inibitórios foto comutáveis que podem ser usados para manipular outras interações proteína-proteína dentro das células através da aplicação de luz", explicam os investigadores.

Segundo os pesquisadores, as aplicações terapêuticas mais imediatas serão para doenças que afetam o tecido superficial, como a pele, retina e as membranas mucosas mais externas.

Fonte: Isaude.net
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