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publicado em 10/06/2013 às 11h25:00
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Foto: Emory University
Estudo se une a estudos recentes que sugerem que a administração de morfina após lesão traumática pode diminuir o risco de desenvolver PTSD
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Estudo se une a estudos recentes que sugerem que a administração de morfina após lesão traumática pode diminuir o risco de desenvolver PTSD

Pesquisadores da Emory University, nos EUA, identificaram um composto que pode reduzir os sintomas de transtorno de estresse pós-traumático (PTSD) em ratos depois que os animais são expostos ao estresse.

A descoberta pode levar a um novo tratamento que pode ser dado a pessoas logo após um evento traumático como forma de prevenção do desenvolvimento do transtorno.

A pesquisa da equipe se une a estudos recentes, um avaliando militares feridos no Iraque, que sugerem que a administração de morfina após lesão traumática pode diminuir o risco de desenvolver PTSD.

"À primeira vista, pode-se inferir que o principal mecanismo pelo qual a morfina trabalha é através da redução de dor, mas nossos resultados nos levam a pensar que ela também pode afetar o processo de aprendizagem do medo", afirma o autor sênior Kerry Ressler.

Ressler e seus colegas testaram o composto SR-8993 e mostraram que ele acessa um, mas não todos, dos vários locais moleculares no cérebro atingidos por drogas opioides como a morfina e a oxicodona.

SR-8993 foi desenvolvido para tratar álcool e drogas e não parece ter efeitos narcóticos ou viciantes.

"Nossa hipótese é de que o medo e a ansiedade componentes da recaída do vício podem estar relacionados, em termos de química cerebral, à ansiedade sentida por pacientes com PTSD", afirma o coautor Thomas Bannister.

A equipe avaliou os genes que são ativados nos cérebros de ratos depois que eles são expostos ao estresse. Eles analisaram alterações na amígdala, região do cérebro muito conhecida por estar envolvida na regulação de respostas de medo. Camundongos expostos ao estresse (imobilização física) tornaram-se mais ansiosos e tenderam a congelar de medo, mesmo quando não havia sinal de "perigo".

Segundo os pesquisadores, este comportamento se assemelha a alguns aspectos do PTSD em seres humanos.

A equipe descobriu que a exposição ao estresse afeta particularmente a regulação do gene Oprl1 (receptor opióide-like 1) na amígdala. Quando os ratos estão aprendendo a ficar com medo, Oprl1 normalmente fica desligado. Mas, quando os ratos foram previamente expostos ao estresse, o gene fica ligado.

A descoberta levou Ressler a entrar em contato com o coautor Claes Wahlestedt, que estava investigando o papel da Oprl1 no cérebro, mas focado no vício, em vez de PTSD.

A equipe tinha desenvolvido SR-8993 como um composto que ativa Oprl1 mais do que outros receptores opioides, evitando assim efeitos narcóticos e viciantes. Quando eles deram o composto aos ratos, isso prejudicou a "consolidação da memória do medo". Ou seja, os ratos ainda poderiam aprender a ficar com medo de sons e choques, mas as lembranças terríveis não eram tão duráveis e os ratos não congelavam tanto em resposta ao som, mesmo que tivessem sido previamente expostos ao estresse. SR-8993 não parece afetar a sensibilidade à dor.

"Acreditamos que SR-8993 está ajudando a promover um processo natural que ocorre após o trauma, impedindo a aprendizado do medo de se tornar excessiva e generalizada", conclui Ressler.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Transtorno de estresse pós-traumático    Estresse    SR-8993    Emory University    Kerry Ressler   
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