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publicado em 04/06/2013 às 20h59:00
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O brasileiro José Graziano Silva, Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgou nesta terça-feira (4) os números da publicação de referência da entidade O Estado da Alimentação e da Agricultura 2013 (SOFA).

De acordo com o relatório, o custo da má nutrição para a economia global em termos de perda de produtividade e de cuidados da saúde atinge US$ 3,5 trilhões (equivalente a 5% do PIB mundial) ou cerca de US$ 500 por pessoa, a cada ano.

Segundo dados do SOFA, dois milhões de pessoas sofrem de uma ou mais deficiências de micronutrientes, enquanto 1,4 mil milhões tem excesso de peso, das quais 500 milhões são obesas. Cerca de 26% das crianças com menos de cinco anos têm atrasos no crescimento e 31% sofrem de carência de Vitamina A.

Em termos sociais, a desnutrição infantil e materna continuam a diminuir a qualidade e a esperança de vida de milhões de pessoas, enquanto os problemas de saúde relacionados com a obesidade, tais como as doenças cardíacas e os diabetes, afetam outros tantos milhões.

Os levantamento mostra, ainda, que o índice de 870 milhões de pessoas que ainda permaneciam em condição de fome crônica entre 2010 e 2012, é apenas uma fração dos milhares de milhões de pessoas cuja saúde, bem-estar e vidas são afetados pela desnutrição.

Graziano da Silva afirmou que, apesar de terem havido alguns progressos quanto à fome no mundo, que é uma das formas de desnutrição, há ainda "um longo caminho pela frente. A mensagem da FAO é a de que temos que lutar por nada menos do que a erradicação da fome e da desnutrição", afirmou.

Para combater a desnutrição, o SOFA defende que uma alimentação saudável e uma boa nutrição devem começar pelos alimentos e a agricultura. O relatório sinaliza que a forma como cultivamos, processamos, transportamos e distribuímos os alimentos influencia aquilo que ingerimos, observando que melhores sistemas alimentares podem tornar os alimentos mais baratos, diversificados e nutritivos.

O papel das mulheres

Proporcionar às mulheres um maior controle dos recursos e rendimentos beneficia a sua saúde e a dos seus filhos, destaca o relatório. As políticas, intervenções e investimentos em tecnologias agrícolas economizadoras de mão-de-obra e em infraestruturas rurais, bem como na proteção e nos serviços sociais, também podem contribuir para a saúde e nutrição das mulheres, bebés e crianças.

Entre os projetos que já obtiveram resultados positivos no aumento dos níveis de nutrição incluem-se: uma maior produção, comercialização e consumo de vegetais e leguminosas na África Oriental; a promoção de hortas na África Ocidental; os sistemas mistos de cultivo de vegetais e de criação de animais, juntamente com atividades geradoras de rendimentos, em alguns países asiáticos; o melhoramento das culturas base, como a batata-doce, para aumentar o seu conteúdo de micronutrientes; e a promoção de parcerias público-privadas para enriquecer com nutrientes produtos como o iogurte ou o óleo de cozinha.

De acordo com a SOFA, fazer com que os sistemas alimentares melhorem a nutrição é uma tarefa complexa que exige um grande compromisso e liderança política ao mais alto nível, parcerias abrangentes e abordagens coordenadas com outros setores importantes, como o da saúde e da educação.

Conforme mencionado no relatório, "Um grande número de intervenientes e instituições tem de cooperar em todos os setores para reduzir de forma mais eficaz a desnutrição, as deficiências de micronutrientes e o excesso de peso e a obesidade".

"A regulamentação de sistemas alimentares que liderem, coordenem de forma eficaz e promovam a colaboração dos vários intervenientes constitui uma prioridade", acrescenta o relatório.

Fonte: Isaude.net
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