Ciência e Tecnologia
publicado em 04/06/2013 às 10h10:00
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Foto: Allie Coleman/Pennsylvania State University
Nikki Shariat (a dir.) trabalhando com Edward Dudley no processo de pesquisa
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Nikki Shariat (a dir.) trabalhando com Edward Dudley no processo de pesquisa

A bordagem desenvolvida por pesquisadores do Penn State's College of Agricultural Sciences, nos EUA, pode ser capaz de reduzir em mais da metade o tempo que os cientistas gastam para identificar cepas de Salmonela.

A descoberta tem potencial para acelerar significativamente a resposta a muitos surtos de doenças transmitidas por alimentos, permitindo que os investigadores epidemiológicos identifiquem as cepas de salmonelas que tornam as pessoas doentes e encontrem, e eliminem, mais rapidamente a fonte da doença.

"Há mais de um milhão de casos estimados de salmonelose por ano nos Estados Unidos, resultando em cerca de 400 mortes, cerca de 20 mil hospitalizações e um impacto econômico de milhões de dólares. Neste momento, os laboratórios de saúde pública usam uma técnica chamada eletroforese em gel de campo pulsado, ou PFGE, para classificar subtipos de cepas de Salmonela, e normalmente leva de um a três dias para identificar uma cepa específica. A técnica que inventamos muitas vezes leva apenas um dia", afirma a principal autora do estudo Nikki Shariat.

A pesquisa foi publicada no Journal of Clinical Microbiology.

Trabalhando com Edward Dudley, Shariat desenvolveu uma nova abordagem para identificar cepas do sorotipo Newport da Salmonela.

O método se concentra em dois genes de virulência e duas novas regiões do DNA da Salmonela chamadas CRISPRs.

Os investigadores desenvolveram um método de sequenciamento de multi-locus de virulência, ou MVLST, que pode detectar diferenças específicas de cada estirpe no DNA nestas quatro posições. Os investigadores designaram o método como CRISPR-MVLST.

De acordo com Shariat, Newport é a terceira variante sorológica mais comum de Salmonela e sua incidência aumentou 46% entre 1999 e 2009. Em 2009, Newport representou 9,3% do total de casos de salmonelose.

"A importância do nosso trabalho não é só que podemos detectar subtipos de Salmonela na metade do tempo em comparação com o protocolo que é usado agora, mas também a nossa abordagem é muito semelhante em termos de dados, nosso método produz resultados que são precisos e semelhantes ao método de PFGE agora amplamente utilizado", destaca Shariat.

Os pesquisadores testaram a precisão do seu método CRISPR-MVLST em um estudo cego. Eles aplicaram sua análise a um surto de Salmonela associado com tomates que ocorreu na Pensilvânia no verão de 2012, em que 37 pessoas ficaram doentes.

"O Departamento de Saúde da Pensilvânia nos enviou 20 amostras isoladas, 10 de surto e 10 normais, e nós fizemos a análise sem saber quais eram de que. Fomos capazes de identificar exatamente aquelas que foram associadas com o surto", afirma Shariat.

A equipe acredita ainda que o método CRISPR-MVL também é provável que seja muito mais barato que as técnicas atuais.

Fonte: Isaude.net
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