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publicado em 01/06/2013 às 11h30:00
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Foto: University of Florida
Jeff Bloomquist, responsável pela pesquisa
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Jeff Bloomquist, responsável pela pesquisa

Cientistas da Universidade da Flórida, nos EUA, estão desenvolvendo um inseticida que tem como alvo os mosquitos portadores da malária, mas não fazem mal a outros organismos.

A equipe planeja melhorar a eficácia das redes protetoras usadas em regiões da África, revestindo-a com o inseticida tóxico apenas para os mosquitos.

O inseticida atuaria interferindo com uma enzima encontrada nos sistemas nervosos dos mosquitos e muitos outros organismos, chamada acetilcolinesterase. Inseticidas existentes têm como alvo a enzima, mas afetam uma ampla gama de espécies.

Acetilcolinesterase ajuda a regular a atividade do sistema nervoso por meio da interrupção da sinalização elétrica nas células nervosas. Se a enzima não consegue fazer seu trabalho, o mosquito começa a ter convulsão e morre.

O objetivo da equipe de pesquisa é desenvolver compostos perfeitamente compatíveis com as moléculas de acetilcolinesterase em mosquitos transmissores da malária. "Uma analogia simples seria a de que nós estamos tentando criar uma chave que se encaixa perfeitamente em uma fechadura. Queremos eliminar a enzima, mas apenas em espécies específicas", explica o entomologista Jeff Bloomquist.

A malária é transmitida por mosquitos do gênero Anopheles, nomeadamente Anopheles gambiae, nativos da África. A doença é comum em comunidades carentes onde as casas não podem ter telas adequadas para manter os insetos do lado de fora.

A doença é causada por organismos microscópicos, chamados protistas, que estão presentes na saliva de mosquitos fêmeas infectadas e transmitidos quando o mosquito pica.

Bloomquist e seus colegas da Virginia Tech University, onde o projeto é baseado, estão tentando compostos específicos para mosquito que podem ser fabricados em larga escala e aplicados nas redes protetoras e superfícies onde os mosquitos possam pousar.

"Vai demorar pelo menos quatro a cinco anos antes que a equipe desenvolva e teste um composto suficiente para que esteja pronto para ser submetido à aprovação federal", afirma Bloomquist.

A equipe publicou recentemente um estudo na revista Pesticide Biochemistry and Physiology comparando oito compostos experimentais com inseticidas disponíveis no mercado que visam a enzima. Apesar de serem menos tóxicos para os mosquitos do que produtos comerciais, os compostos experimentais eram muito mais seletivos, indicando que os pesquisadores estão no caminho certo.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Malária    Inseticida    Anopheles    Acetilcolinesterase    Universidade da Flórida    Jeff Bloomquist   
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