Ciência e Tecnologia
publicado em 30/05/2013 às 13h50:00
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Pesquisa realizada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da USP, mostrou que a maioria das vítimas de queimaduras afirma que os profissionais de saúde de equipes de pronto atendimento não sabiam como proceder em seus casos e que só tiveram uma "solução adequada" depois de internados em hospital especializado.

A Unidade de Queimados da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, onde foi realizado o estudo, é centro de referência em tratamento e reabilitação de pacientes que sofreram queimaduras e recebe os casos mais graves de todas as partes do Brasil.

Segundo a responsável pela pesquisa, a enfermeira Flávia Mestriner Botelho, os resultados mostram "a necessidade de especialização e melhor preparo da equipe profissional para receber pacientes em casos que exigem não só um cuidado do corpo queimado mais adequado e diferenciado dos casos comuns, como também um atendimento voltado para o preparo psicológico daquela pessoa que sofreu um grave trauma, como o da queimadura. A maneira como o paciente é recebido pela equipe de atendimento é essencial na aceitação da nova condição corporal e na aderência ao tratamento da queimadura."

A enfermeira lembra que pessoas que passam pelo trauma da queimadura e ficam com sequelas aparentes em seu corpo lidam, desde o momento do acidente, com situações de dores, afastamento da família e amigos, olhares e perguntas curiosas, e a possibilidade de não voltar mais a trabalhar.

O objetivo da pesquisa foi avaliar se essas pessoas estariam preparadas, física e mentalmente, para retornar à sociedade e conviver com os estigmas que cercam aqueles que não estão nos padrões estéticos atuais. De acordo com Flávia, os pacientes entrevistados, por estarem em reabilitação, trouxeram o relato de sua experiência da queimadura dentro e fora do ambiente hospitalar. Dentre eles, a maioria sofreu queimadura devido a acidentes de trabalho, tem pouca escolaridade e, logo após o acidente, deixou de trabalhar devido às sequelas. Entre os acidentes estão choque elétrico, produto químico, vapor quente, álcool e fogo, agente químico, chama direta e água fervente.

O suporte da família e a fé foram os relatos que mais apareceram como instrumento de amparo e suporte a essas vítimas, tanto em relação à imagem corporal, quanto em relação às dores. Já a maior dificuldade relatada pelos entrevistados esteve em voltar à rotina e conseguir entrar novamente no mercado de trabalho. "A importância dada pela maioria dos pacientes no que se refere ao trabalho é um dos fatores impactantes na entrevista. Para a pessoa com muitas cicatrizes, não poder mais trabalhar, como é o caso das que foram analisadas na pesquisa, corresponde à privação da normalidade", afirma.

Com informações da Agência USP

Fonte: Isaude.net
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