Ciência e Tecnologia
publicado em 23/05/2013 às 18h40:00
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Foto: Abt. Neuroradiologie/Klinikum Rechts der Isar/München
Dispositivo CAP usado para tratar células de câncer em laboratório Tumor é claramente visível na parte esquerda do cérebro
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Dispositivo CAP usado para tratar células de câncer em laboratório
Tumor é claramente visível na parte esquerda do cérebro

Equipe de pesquisadores do Instituto Max Planck, na Alemanha, demonstrou que o tratamento com plasma frio torna as células cancerosas do cérebro mais sensíveis à quimioterapia.

Testes laboratoriais mostraram que células de glioblastoma, tumor cerebral mais comum e agressivo em adultos, ficam mais susceptíveis ao tratamento quimioterápico se pré-tratadas com plasma frio atmosférico.

A descoberta pode ser o primeiro passo no caminho para uma nova terapia de combinação, oferecendo uma nova esperança para o tratamento desse tipo de câncer letal.

Se alguém é diagnosticado com o tipo de tumor cerebral chamado glioblastoma, as perspectivas são terríveis: a sobrevida média é de apenas um pouco mais de um ano e menos de 16% dos pacientes sobrevivem mais de três anos.

Ainda não se sabe como este câncer é desencadeado, apenas alguns fatores genéticos raros foram identificados até agora, e o tratamento permanece amplamente paliativo, isto é, a tenta aliviar os sintomas e prolongar a vida do paciente.

A terapia padrão requer três etapas: Guiados por uma varredura de ressonância magnética, o tumor é removido cirurgicamente, seguido por radioterapia e quimioterapia. Mas, mesmo quando o tratamento é inicialmente bem sucedido, existe uma elevada probabilidade de recorrência.

Agora, os pesquisadores mostraram que um novo tipo de tratamento poderia oferecer alguma esperança. O plasma frio atmosférico já mostrou ser eficaz em inativar bactérias, fungos, vírus e esporos, enquanto o tecido saudável permanece praticamente inalterado.

Aplicações na saúde, tais como a esterilização de instrumentos cirúrgicos, desinfecção de pele e feridas pavimentaram seu caminho para cuidados médicos. Recentemente também foram desenvolvidas fontes plasma frio que apresentam propriedades anticâncer.

"Para muitos pacientes apenas o tratamento regular não é eficaz, porque os tumores cerebrais contém subpopulações para as quais a quimioterapia não funciona. Então nós estávamos particularmente interessados em ver se o plasma frio seria eficaz contra as células tumorais resistentes, e de fato ele funcionou", afirma a pesquisadora Julia Zimmermann.

A equipe utilizou células de glioblastoma cultivadas em placas de cultura de células, onde podem ser sujeitadas a várias combinações de tratamentos. Para ambas as linhagens de células normais e tumorais resistentes, o crescimento das células foi inibido mais após o tratamento combinado com plasma em comparação com a quimioterapia sozinha.

O maior efeito foi obtido por um curto tempo de aplicação de 120 segundos, tal passo pode ser facilmente incorporado no tratamento clínico, se um dispositivo de plasma adequado puder ser desenvolvido.

Os pesquisadores também descobriram que o plasma frio interrompe o ciclo celular e que as células individuais perdem a capacidade de clonar a si mesmas. Uma terapia combinada de plasma e quimioterapia mostrou os resultados mais promissores, utilizando menos medicamentos quimioterápicos.

Até agora, não foi observada resistência a tratamento com plasma. O estudo também mostrou que até mesmo as linhas de células que originalmente eram resistentes à quimioterapia tornaram-se sensíveis novamente após o pré-tratamento com plasma.

"Essa opção de tratamento para as células resistentes é uma necessidade urgente, pois cerca de 40% dos pacientes não se beneficiam da quimioterapia. É um primeiro passo, agora temos de investigar mais profundamente os efeitos obtidos em cultura de células e integrá-los para a aplicação clínica", afirma a autora da pesquisa Julia Köritzer.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Plasma frio    Tumores cerebrais    Quimioterapia    Instituto Max Planck    Julia Köritzer   
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