Ciência e Tecnologia
publicado em 23/05/2013 às 10h15:00
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Foto: Len Rubenstein/MIT
Li-Huei Tsai, diretora do Instituto Picower para Aprendizado e Memória
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Li-Huei Tsai, diretora do Instituto Picower para Aprendizado e Memória

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, descobriram que reduzir a ingestão de calorias pode ter benefícios antienvelhecimento, retardando a perda de células cerebrais e preservando a função cognitiva.

Os resultados poderiam um dia guiar os pesquisadores a descobrir drogas alternativas que retardam o progresso de deficiências cerebrais associadas ao envelhecimento.

A pesquisa aparece no The Journal of Neuroscience.

Estudos anteriores têm demonstrado que a redução de consumo de calorias prolonga o tempo de vida de uma variedade de espécies e diminui as alterações cerebrais que acompanham o envelhecimento e doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer.

Também há evidências de que a restrição calórica ativa uma enzima chamada Sirtuin 1 (SIRT1), estudos sugerem que isso oferece proteção contra deficiências cerebrais associadas à idade no cérebro.

No estudo atual, Li-Huei Tsai e seus colegas testaram se a redução da ingestão calórica iria atrasar o início da perda de células nervosas, que é comum em doenças neurodegenerativas, e em caso afirmativo, se a ativação de SIRT1 dirigiu este efeito.

O grupo não só confirmou que a restrição calórica atrasa a perda de células nervosas, mas também descobriu que uma droga que ativa a SIRT1 produz os mesmos efeitos.

A equipe primeiro diminuiu o teor calórico das dietas normais de ratos geneticamente modificados e os submeteram a mudanças no cérebro associadas à neurodegeneração. Depois de três meses na dieta, os ratos realizaram diversos testes de aprendizado e memória. "Nós não só observamos um atraso no início da neurodegeneração nos camundongos com restrição de calorias, mas os animais foram poupados dos déficits de aprendizagem e memória em comparação com os ratos que não consumiram dietas de restrição calórica", explica Tsai.

Curioso para saber se eles poderiam recriar os benefícios da restrição calórica sem alterar as dietas dos animais, os cientistas deram a um grupo separado de ratos uma droga que ativa a SIRT1. Semelhante ao que os pesquisadores descobriram nos ratos expostos a dietas de baixo teor calórico, os ratos que receberam o medicamento tiveram menos perda celular e uma melhor conectividade celular do que os ratos que não receberam a droga.

Os ratos que receberam o tratamento medicamentoso se saíram tão bem quanto os ratos normais em testes de aprendizagem e de memória. "A questão agora é saber se este tipo de tratamento irá funcionar em outros modelos animais, se é seguro para uso ao longo do tempo, ou se apenas retarda temporariamente a progressão da neurodegeneração ou para completamente", conclui Tsai.

Fonte: Isaude.net
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