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publicado em 20/05/2013 às 19h00:00
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Pesquisa irrealizada por cientistas norte-americanos indica que a função reprodutiva das mulheres pode estar ligada ao seu estado imunológico.

Estudos anteriores descobriram esta associação em humanos do sexo masculino, mas não entre as mulheres.

O estudo foi publicado no American Journal of Human Biology.

"Os recursos energéticos de um animal devem ser cuidadosamente alocados. A prioridade do corpo é a manutenção, que inclui tarefas intrinsecamente relacionadas com a sobrevivência, incluindo a função imunológica. Qualquer sobra de energia é então dedicada à reprodução. Há um equilíbrio entre a alocação de recursos para os esforços de manutenção e reprodução, e estressores ambientais podem diminuir os recursos disponíveis", explica a líder da pesquisa Kathryn Clancy, da Universidade de Illinois.

A equipe de pesquisa recrutou um grupo de mulheres polonesas saudáveis na pré-menopausa que participam de práticas agrícolas tradicionais.

Os pesquisadores coletaram a urina das mulheres e amostras de saliva durante a época de colheita, quando os níveis de atividade física estão em seu pico. Este trabalho físico restringe recursos energéticos disponíveis.

Os pesquisadores mediram os níveis de hormônios ovarianos salivares das participantes diariamente durante um ciclo menstrual. Eles também testaram amostras de urina para níveis de proteína C-reativa (PCR), marcador de inflamação.

"Dependendo dos outros fatores que você olha, PCR pode informá-lo sobre a função imune ou pode mostrar o estresse psicossocial, porque a proteína tem sido correlacionada com ambas as situações em outras populações", afirma Clancy.

Os pesquisadores observaram uma relação negativa entre CRP e progesterona nas mulheres polonesas. Em mulheres com altos níveis de PCR, a progesterona estava reduzida. Além disso, os pesquisadores descobriram que o estradiol e a idade da primeira menstruação foram os mais fortes preditores dos níveis de PCR.

Clancy observou que ainda é muito cedo para dizer se essas correlações indicam uma ligação causal em que a inflamação suprime os hormônios ovarianos. No entanto, ela acredita que existam duas vias possíveis para explicar estes resultados.

"Uma delas é que existe um mecanismo interno, e essa inflamação local impulsiona níveis mais elevados de PCR, e isso é o que está correlacionando com a progesterona baixa. A outra possibilidade é de que existe um estressor externo, como o estresse psicológico ou imunológico conduzindo o esforço de alocação para a manutenção, o que por sua vez suprime os hormônios ovarianos", observa a pesquisadora.

A equipe acredita que a pesquisa vai ajudar as mulheres a entenderem melhor os seus corpos. "A partir de uma perspectiva antropológica, estas descobertas são muito importantes porque nos ajudam a entender o momento de diferentes eventos da vida. É muito interessante ver a interação entre as intenções de uma pessoa sobre quando e por que ter filhos, e, em seguida, as alocações de seu próprio corpo para a reprodução ou não", conclui.

Fonte: Isaude.net
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