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publicado em 17/05/2013 às 09h40:00
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Pesquisadores da University of Bath, no Reino Unido, encontraram uma ligação previamente desconhecida entre as crises epilépticas e sinais de autismo em adultos.

O estudo indica que adultos com epilepsia são mais propensos a ter traços mais elevados de autismo e síndrome de Asperger.

Características do autismo, que incluem prejuízo na interação social e na comunicação, bem como interesses restritos e repetitivos, podem ser graves e passam despercebidas por muitos anos, tendo um tremendo impacto sobre a vida das pessoas que as têm.

A pesquisa constatou que as crises epilépticas interrompem a função neurológica que afeta o funcionamento social no cérebro, resultando nos mesmos traços observados no autismo.

"As dificuldades sociais na epilepsia têm sido até agora subdiagnosticadas e estudos não revelaram qualquer teoria subjacente para explicá-las. Esta nova pesquisa associa dificuldades sociais com um déficit em marcadores somáticos no cérebro, explicando essas características em adultos com epilepsia", afirma a pesquisadora SallyAnn Wakeford.

Wakeford e seus colegas descobriram que ter aumento de traços autistas era comum a todos os tipos de epilepsia, no entanto, isto foi mais pronunciado em adultos com epilepsia do lobo temporal (ELT).

Os pesquisadores sugerem que uma explicação pode ser porque as drogas antiepilépticas são menos eficazes para ELT. A razão pela qual eles suspeitam que estas drogas estejam implicadas é porque estavam fortemente relacionadas com a gravidade das características autistas.

A equipe realizou uma ampla gama de estudos com voluntários com epilepsia e descobriu que todos os adultos com epilepsia mostraram traços de autismo. "Não se sabe se esses adultos tiveram um período de desenvolvimento normal durante a infância ou se eram predispostos a ter traços autistas antes do início da sua epilepsia. Contudo, o que se sabe é que as características de componentes sociais autistas em adultos com epilepsia podem ser explicadas pelas diferenças cognitivas sociais, que têm sido largamente não reconhecidas até agora", observa Wakeford.

Os pesquisadores acreditam que as descobertas podem levar a um melhor tratamento para as pessoas com epilepsia e autismo. "A epilepsia tem uma história de estigma cultural, no entanto, quanto mais entendermos sobre as consequências psicológicas da epilepsia, mais podemos eliminar o estigma e a mística desta condição. Estes resultados podem significar que os adultos com epilepsia tenham acesso a melhores serviços, pois há uma ampla gama de tratamentos disponíveis para aqueles com condição de autismo", conclui Wakeford.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Epilepsia    Autismo    Crises epiléticas    Transtorno do autismo    University of Bath    SallyAnn Wakeford   
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