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publicado em 15/05/2013 às 18h40:00
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Imagem: JENNIFER JORDAN/DRAGONY FU
Leona Samson, pesquisadora envolvida no estudo Nas células onde ALKBH7 está presente, os sinais vermelhos e verdes misturaram-se e aparecem em amarelo
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Leona Samson, pesquisadora envolvida no estudo
Nas células onde ALKBH7 está presente, os sinais vermelhos e verdes misturaram-se e aparecem em amarelo

Cientistas do Massachusetts Institute of Technology, nos EUA, identificaram uma proteína-chave envolvida em uma via de morte alternativa das células conhecida como necrose programada.

Quando as células sofrem muito dano ao DNA, são geralmente forçadas a sofrer morte celular programada, ou apoptose. No entanto, as células cancerosas ignoram muitas vezes estes sinais, crescendo, mesmo depois que drogas quimioterápicas tenham devastado seu DNA.

A nova descoberta pode oferecer uma maneira de superar essa resistência. Drogas que imitam os efeitos da proteína poderiam levar as células cancerosas, que são resistentes a apoptose, a sofrerem necrose.

Embora a apoptose seja um processo bem controlado que rompe e faz a célula morrer de uma forma muito ordenada, a necrose é um processo mais confuso em que a membrana da célula se rompe e seu conteúdo derrama.

"As pessoas realmente costumavam pensar na necrose como células apenas caindo aos pedaços, que não estavam programadas. Nos últimos anos tornou-se mais evidente que isto é um processo ativo que necessita de proteínas para ocorrer", explica a pesquisadora Leona Samson.

O trabalho foi publicado na revista Genes and Development.

Proteína ALKBH7

Na nova pesquisa, Samsom e seus colegas relataram que uma proteína conhecida como ALKBH7 desempenha um papel fundamental no controle da via de necrose programada.

ALKBH7 pertence a uma família de proteínas descoberta pela primeira vez em E. coli cerca de uma dezena de anos, como parte de um mecanismo de reparação do DNA. Em humanos, há nove diferentes proteínas ALKBH, que o laboratório de Samson vem estudando há vários anos.

A maioria das proteínas ALKBH de mamíferos parece estar envolvida na reparação do DNA, semelhante à versão original de E. coli. Em particular, elas respondem a danos no DNA causadas por agentes de alquilação. Estes agentes podem ser encontrados em poluentes, tais como escapamento de combustível e fumo de tabaco, e também são usados para tratar o câncer.

A equipe de pesquisa descobriu que ALKBH7 tem um efeito inesperado. Quando os pesquisadores reduziram os níveis de ALKBH7 em células humanas cultivadas em laboratório, essas células foram muito mais propensas a sobreviver a danos ao DNA do que células com níveis normais de ALKBH7. Isto sugere que ALKBH7 realmente promove a morte celular.

Ao investigar mais, os pesquisadores descobriram que, quando as células saudáveis sofrem danos maciços no DNA de agentes alquilantes, elas entram em necrose programada. Necrose, que também pode ser iniciada por uma infecção bacteriana ou viral, ajuda o sistema imunitário do corpo a detectar ameaças.

Quando as células morrem e liberam seu conteúdo durante a necrose, isso serve como um sinal de alerta para o corpo que há um vírus nesse local e ele recruta macrófagos e outras células do sistema imunológico para a área.

Os resultados sugerem que quando o DNA é tão danificado que as células não podem consertá-lo, a necrose programada entra em ação para evitar que as células com maior dano genético se tornem cancerosas.

Estudos têm mostrado que alguns tipos de células cancerosas têm níveis muito mais baixos de ALKBH7 do que as células normais. Isto sugere que as células cancerosas ganham a habilidade de fugir da necrose programada, ajudando-as a sobreviver.

A equipe está agora investigando os detalhes moleculares da via da necrose programada na esperança de identificar maneiras de ativá-la em células cancerosas.

"As observações relatadas neste trabalho abrem a possibilidade de que novos tratamentos podem ser desenvolvidos para tratar tumores que são relativamente resistentes à morte através da via de apoptose", concluem.

Fonte: Isaude.net
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