Ciência e Tecnologia
publicado em 07/05/2013 às 09h50:00
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Engenheiros biomédicos da Duke University, nos EUA, desenvolveram um músculo cardíaco humano tridimensional capaz de agir como o tecido natural.

Este avanço pode ser importante no tratamento de pacientes de ataque cardíaco ou servir como uma plataforma para testar novos medicamentos para doenças do coração.

O "remendo do coração" cultivado em laboratório a partir de células humanas supera dois grandes obstáculos que enfrentam as terapias à base de células, o remendo conduz eletricidade na mesma velocidade que as células cardíacas naturais e se ' comprime' de forma adequada.

Tentativas anteriores de criar coração funcional em laboratório têm sido amplamente incapazes de superar esses obstáculos.

As células de origem utilizadas pelos pesquisadores da Duke eram células-tronco embrionárias humanas. Estas células são pluripotentes, o que significa que, quando recebem os sinais químicos e físicos certos, elas podem ser induzidas a se tornarem qualquer tipo de célula, neste caso, as células do músculo cardíaco, conhecidas como cardiomiócitos.

"As propriedades estruturais e funcionais desses retalhos de tecidos em 3D superam todos os relatórios anteriores de músculos cardíacos artificiais. Esta é a melhor aproximação feita pelo homem de tecido nativo coração humano até à data", afirma o pesquisador Nenad Bursac.

Os resultados foram publicados na revista Biomateriais.

De acordo com Bursac, essa abordagem não envolve a manipulação genética de células. "Em estudos anteriores, os cardiomiócitos de células-tronco derivadas de humanos não foram capazes de conduzir atividade elétrica ou se contrair fortemente, bem como cardiomiócitos normais. Através da otimização de um ambiente tridimensional para o crescimento celular, fomos capazes de "empurrar" cardiomiócitos a alcançar níveis sem precedentes de maturação elétrica e mecânica", explica Bursac.

"Atualmente, nos levaria cerca de cinco a seis semanas a partir de células-tronco pluripotentes para crescer um remendo cardíaco altamente funcional. Quando alguém tem um ataque cardíaco, uma parte do músculo cardíaco morre. Nosso objetivo seria implantar um ' remendo' novo e funcional do tecido cardíaco no local da lesão o mais rápido possível após um ataque cardíaco. Usando as próprias células de um paciente para gerar células estaminais pluripotentes acrescentaria outra vantagem evitando qualquer reação do sistema imune", afirma Bursac.

Em adição a uma terapia possível para pacientes com doença cardíaca, Bursac disse que os tecidos artificiais do coração podem também ser utilizados para pesquisar eficazmente novas drogas ou terapias.

A equipe agora planeja estudos com animais de grande porte para aprender se o ' remendo' seria funcionalmente integrado ao hospedeiro e como ele estabelece conexões com o sistema circulatório.

Fonte: Isaude.net
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