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publicado em 07/05/2013 às 11h30:00
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A ultrassonografia (US) tem sido aplicada com frequência crescente em várias áreas da Medicina além da Radiologia, como a Cardiologia, Obstetrícia e Anestesiologia. Seu uso nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) também é conveniente, uma vez que os pacientes mais graves nem sempre apresentam condições de transporte para outros setores do hospital, principalmente para o setor de Radiologia, onde são realizados exames de imagem. A US pode ser realizada à beira do to com aparelhos portáteis e que apresentam boa resolução de imagem para muitas áreas do corpo humano. Ela pode auxiliar no diagnóstico de doenças no paciente grave, assim como auxiliar procedimentos invasivos, como punções venosas profundas e acesso a cavidades pleurais, peritoneal ou pericárdica.

O exame físico do paciente grave se mostra limitado em muitas ocasiões, já que muitos são sedados e permanecem em decúbito dorsal, abreviando o acesso principalmente ao exame torácico através de palpação, percussão e ausculta torácica. Particularmente a ausculta torácica de pacientes em ventilação mecânica é confusa, com mistura de ruídos que não são reconhecidos acuradamente por todos os médicos ou outros profissionais que tentam diferenciar roncos e estertores. É escassa a avaliação da efetividade do método de ausculta pulmonar em relação às diversas síndromes pulmonares aprendidas ainda durante a Graduação (Hubmayr, 2004). Por outro lado, muitas intervenções terapêuticas são decididas após o exame de ausculta torácica, que pode causar benefício ou malefício dependendo da eficácia do examinador.

É comum que se complemente o exame físico do aparelho torácico do paciente grave com pedidos de radiografia simples no to ou tomografia computadorizada (TC), que apresentam acurácias muito distintas. O uso da US torácica ficou limitado durante anos ao diagnóstico de derrame pleural, sendo proscrita para avaliação do pulmão por conta de artefatos do som em contato com o ar intrapulmonar. É sabido que muitas decisões nas UTIs precisam ser rápidas e indicar de maneira categórica o que deve ser feito " Point of Care" . Por isso, um exame realizado à beira do to, com bom nível de sensibilidade para diagnósticos de urgência é extremamente útil para o intensivista. Ao contrário do preconizado antigamente, os artefatos pulmonares podem ser úteis neste sentido: indicando se o tecido pulmonar é normal ou não; é útil ainda no estudo dos movimentos das pleuras parietal e visceral e na distinção entre lesões sólidas e fluidas (consolidação x efusão).

Fonte: AIMBE
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André Miguel Japiassú    Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas    Fundação Oswaldo Cruz    ultrassonografia    Radiologia    Cardiologia    Obstetrícia    Anestesiologia   
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