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publicado em 02/05/2013 às 18h40:00
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Pesquisa sugere que "conversa hormonal" entre mãe e feto pode revelar novos alvos para a detecção e prevenção da pré-eclâmpsia

Equipe de pesquisadores da University of North Carolina School of Medicine, nos EUA, descobriu que os fetos liberam um hormônio fundamental capaz de prevenir a ocorrência da pré-eclâmpsia.

A pesquisa sugere que ouvir a "conversa hormonal" entre mãe e feto pode revelar novos alvos para a detecção e prevenção da complicação da gravidez.

Os pesquisadores, liderados por Kathleen M. Caron, demonstraram que o hormônio adrenomedullin desempenha um papel crucial na prevenção da pré-eclâmpsia. Surpreendentemente, o hormônio protege as mulheres da complicação apenas quando liberado pelo feto, e não pela mãe, durante os momentos mais críticos da gravidez.

"Nós identificamos o fato de que o bebê é importante para proteger a mãe da pré-eclâmpsia. Se as células do bebê não estão segregando esse hormônio, os vasos sanguíneos da mãe não sofrem a dilatação que deveriam", afirma a autora sênior do estudo Kathleen M. Caron.

Os pesquisadores estudaram ratos que foram geneticamente programados para produzir tanto níveis reduzidos ou aumentados de adrenomedullin. O estudo revelou que em uma gravidez normal, o feto secreta adrenomedullin na placenta durante o segundo trimestre, sinalizando células especiais chamadas "células assassinas naturais" para ajudar a dilatar os vasos sanguíneos da mãe e permitir que mais sangue flua para o feto em crescimento.

O estudo é um dos primeiros a identificar um produto químico importante enviada do feto para a mãe no útero. Os cientistas entendem mais sobre o lado da mãe na "conversa química", que se passa entre a mãe e o bebê, mas grande parte da sinalização hormonal na placenta permanece um mistério.

Ao identificar o papel fundamental da adrenomedullin, a pesquisa pode abrir caminho para novos métodos de detecção e prevenção de pré-eclâmpsia.

Como próximo passo, os pesquisadores pretendem analisar os padrões de níveis de adrenomedulina e pré-eclâmpsia em mulheres grávidas.

A pré-eclâmpsia afeta cerca de uma em quinze gestações. Uma característica importante da condição é que os vasos sanguíneos na placenta deixam de dilatar para acomodar o aumento do fluxo sanguíneo para o feto. Quando não tratada, pode ameaçar a vida da mãe e do bebê.

"Nós realmente não conseguimos saber que uma mulher grávida vai ter pré-eclâmpsia, até que ela começa a apresentar a complicação. Como o estado tem inúmeros fatores de risco e causas, é difícil para os médicos saber quais pacientes estão sob maior risco. Identificar as moléculas que poderiam prever a pré-eclâmpsia seria realmente importante", conclui Caron.

Fonte: Isaude.net
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