Saúde Pública
publicado em 30/04/2013 às 13h27:00
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Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Dados foram coletados de prontuários preenchidos em ambulatórios
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Dados foram coletados de prontuários preenchidos em ambulatórios

Mulheres de baixa escolaridade e homens que trabalham nas regiões de garimpos são as classes mais atingidas pela Aids no norte do Brasil, região detem os maiores índices proporcionais de mortalidade por Aids do país.

Os números são resultado de estudo que analisou os perfis sociodemográficos da população com HIV da região para traçar o perfil da epidemia. O levantamento foi ealizado pelo médico infectologista e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Paulo Afonso Martins Abati,.

Dos fatores que podem justificar esta frequência alta, Abati destaca o grande número de homens mais velhos com parceiras muito jovens e o elevado número de mulheres desamparadas e sem escolaridade, além do costume de homens manterem relações com mais de uma parceira ser socialmente mais aceito." A despeito dos serviços de atenção às pessoas que vivem com HIV/aids na região terem melhorado nos últimos dez anos, as pessoas ainda descobrem tardiamente que têm o vírus. Muitas descobrem quando já estão muito doentes, mesmo com a maior oferta do teste. Esse diagnóstico tardio implica em maiores dificuldades para tratar a doença," afirma o pesquisador.

As informações para o estudo foram coletadas de prontuários de pessoas atendidas em serviço ambulatorial de Santarém, polo de saúde para 24 municípios da região oeste do Pará. A FMUSP possui um convênio, desde 2000, com a Secretaria de Saúde do Município de Santarém para atender as demandas assistenciais e preventivas na área de doenças infecciosas da população. " A percepção da importância dos cuidados em saúde pelos serviços assistenciais às pessoas da região é recente se comparada ao Sudeste" , avalia Abati.

A intenção do médico é submeter este trabalho ao Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde para que os levantamentos realizados contribuam na orientação de políticas públicas para aprimorar o cuidado às pessoas que vivem com HIV/aids, com enfoque especial para as populações mais vulneráveis à infecção.

Fonte: Isaude.net
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