Saúde Pública
publicado em 25/04/2013 às 11h10:00
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Criança recebe atendimento médico para tratamento de malária no Haiti
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Criança recebe atendimento médico para tratamento de malária no Haiti

No Dia Mundial da Malária , 25 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece realizações significativas na prevenção e controle da malária, inclusive em países com alta incidência da doença na África subsaariana, mas destaca a ameaça da resistência aos fármacos antimaláricos em regiões do Sudeste Asiático, onde uma resposta de emergência está sendo lançada.

"Nos últimos anos, os países endêmicos, incluindo países da África Subsaariana, têm feito grandes progressos na redução de novos casos e mortes por malária. Mas esse progresso pode agora estar em risco. Estamos cada vez mais preocupados com os sinais na região do sudeste da Ásia onde o parasita da malária está se tornando resistente a alguns dos medicamentos que ajudaram a alcançar tanto progresso", afirma Hiroki Nakatani, Diretor-Geral Adjunto para HIV, TB, Malária e Doenças Tropicais Negligenciadas.

Resistência

A resistência à droga antimalárica tornou-se pela primeira vez um problema global na década de 1960, quando o parasita desenvolveu resistência à cloroquina, na época, o antimalárico mais utilizado. A resistência surgiu pela primeira vez na região do Grande Mekong e depois se espalhou para a África, provocando um aumento dramático na doença e nas mortes relacionadas com o paludismo, particularmente entre as crianças.

Hoje, o tratamento é uma combinação de terapias à base de artemisinina. A resistência ao principal componente da combinação já foi identificada no Camboja, Mianmar, Tailândia e Vietnã. Os esforços nacionais para conter a resistência têm causado algum impacto, mas é necessária uma ação urgente para eliminar totalmente estirpes resistentes do parasita e para garantir que a terapia permaneça eficaz.

"As consequências da resistência generalizada à artemisinina seriam catastróficas. Devemos agir agora para proteger sudeste da Ásia hoje e a África subsaariana amanhã", afirma Robert Newman, diretor do Programa Global contra a Malária da OMS.

Apesar de grandes esforços que estão sendo feitos para o desenvolvimento de novas classes de antimaláricos, não há produtos substitutos imediatos.

A OMS está lançando uma nova Resposta de Emergência para a Resistência à Artemisinina em Phnom Penh em um evento promovido pelo Ministério da Saúde do Camboja.

Com base no Plano Global de 2011 para contenção da resistência à artemisinina, a resposta vai guiar a ampliação das estratégias recomendadas pela OMS para combater esta ameaça à saúde pública.

O projeto pretende instar os países afetados a removerem antimaláricos de má qualidade e monoterapias orais à base de artemisinina de circulação, já que sua utilização está comprometendo a eficácia das terapias.

Segundo a última avaliação da OMS este mês, pelo menos 31 empresas em todo o mundo ainda estão comercializando tais monoterapias. Globalmente, 44 países retiraram a autorização de comercialização para estes comprimidos, mas 14 países continuam a permitir a sua comercialização.

"Estamos em um ponto de inflexão. O que parece ser uma ameaça localizada poderia facilmente sair do controle e ter sérias implicações para a saúde global. Esta resposta requer um financiamento substancial, um alto nível de compromisso político, e reforço da colaboração regional e transfronteiriça", ressalta Newman.

Clique aqui para mais informações sobre a resistência a drogas antimaláricas (em inglês).

Fonte: Isaude.net
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