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publicado em 30/11/2009 às 13h27:00
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Foto: Julianne Showalter / U.S. Air Force
Perspectiva do paciente no momento da utilização de um respirador
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Perspectiva do paciente no momento da utilização de um respirador

O engenheiro Cláudio Truchlaeff, do Ceará, desenvolveu um processo de produção de oxigênio para uso hospitalar que otimiza a captura do gás e que pode baratear custos com o insumo nos estabelecimentos de saúde. Resultado de um trabalho de sete anos, o sistema consegue captar o oxigênio e o nitrogênio do ar através do processo de peneira molecular. Nesse processo, são usados zeólitos, que consistem em poros microscópicos capazes de " peneirar" moléculas maiores das menores. Dessa forma, as de nitrogênio são separadas das de oxigênio. Os dois gases compõem a maior parte do ar atmosférico.

O processo de decomposição do ar através de peneiras moleculares, também chamado de adsorção, já é usado em países desenvolvidos e no Brasil. No entanto, o diferencial do método desenvolvido pelo diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Claeff, é que ele otimiza o aproveitamento do oxigênio e consegue capturar entre 30% e 50% mais de gás que os equipamentos atuais. A nova tecnologia rendeu, inclusive, o primeiro lugar regional do Prêmio Finep de Inovação desse ano, na categoria Inventor Inovador.

Segundo o engenheiro, na técnica usada atualmente, o ar atmosférico é capturado em uma torre de alta pressão que separa o nitrogênio e libera o oxigênio pelo topo dessa mesma torre para ser levado a outro reservatório. Essa pressão, no entanto, só consegue ser mantida com teores altos de oxigênio - entre 70% a 90 %. Quando esse percentual começa a cair, o sistema perde pressão e, consequentemente, a capacidade de captura. Na tecnologia desenvolvida pela Claeff, o ciclo de captura dos gases recebe uma pressão adicional para manter os mesmos níveis de adsorção, mesmo com baixo teor de oxigênio. Isso significa menos perda do gás e redução de custos operacionais.

Atualmente, o oxigênio para hospitais é obtido por adsorção ou por liquefação, ou seja, o gás é resfriado a baixíssimas temperaturas e, depois de tomar a forma líquida, transportado até os estabelecimentos de saúde em cilindros de alta pressão. Lá, ele é transformado em gás novamente. Esse processo é ainda mais caro e, de acordo com Cláudio, eleva o preço do metro cúbico do gás para um valor que varia entre 2 e 20 reais (a diferença é grande porque o custo do transporte aumenta muito em grandes trajetos, por causa da manutenção das baixas temperaturas e da pressão.

Por isso, a grande vantagem para os hospitais, garante Cláudio, é a redução no preço do metro cúbico do oxigênio. Com o sistema desenvolvido pela Claeff, o preço do gás poderia ser vendido por algo entre 30 e 40 centavos, de acordo com ele.

Desafio é o financiamento

Apesar de ter recebido o Prêmio Finep de Inovação, o engenheiro ainda busca parceiros dispostos a investir no seu projeto. Atualmente, a produção de oxigênio tem sido obtida em um protótipo. Para produzir máquinas capazes de operar em escala industrial, seria necessário um investimento de cerca de 500 mil reais. E a categoria Inventor Inovador, na qual ele foi reconhecido, não prevê premiação em dinheiro.

" Já compramos um terreno no Eusébio onde pretendemos montar a fábrica. Mas ainda estamos procurando interessados que possam entrar com o capital" , afirma.

Fonte: FUNCAP
   Palavras-chave:   Oxigênio    Peneiras moleculares    Cláudio Truchlaeff    Claeff    Tecnologia    Prêmio Finep    Zeólitos   
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