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publicado em 17/04/2013 às 17h30:00
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Foto: National Cancer Institute
Wyndham Wilson (a esq.), líder da pesquisa
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Wyndham Wilson (a esq.), líder da pesquisa

Pacientes com linfoma que receberam infusões de quimioterapia, mas não passaram por radioterapia em uma área do tórax conhecido como mediastino, apresentaram melhores resultados, de acordo com pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer, nos EUA.

Até agora, o tratamento padrão para pacientes com este tipo de linfoma primário do mediastino de células B inclui terapia de radiação no mediastino. No entanto, a radiação do mediastino está associada a efeitos colaterais tóxicos significativos a longo prazo.

Os resultados da pesquisa foram descritos no The New England Journal of Medicine.

Linfoma primário do mediastino de células B afeta principalmente as pessoas da adolescência aos seus 30 anos. Muitos pacientes são curados com uma combinação de quimioterapia e terapia de radiação. No entanto, mesmo com este tratamento, cerca de 20% experimentam progressão da doença.

A maioria dos pacientes recebe radiação na área do tórax, o que pode causar novos cânceres, bem como danos ao coração. Isto é particularmente um problema para os jovens, pois o risco de novos cânceres e doenças cardíacas continua a aumentar à medida que envelhecem.

O estudo acompanhou 51 pacientes por um período de até 14 anos. O diâmetro máximo do tumor foi de 11 centímetros. Todos os pacientes receberam os medicamentos etoposídeo, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina, prednisona e rituximab em um esquema conhecido como dose-ajustada EPOCH-R ou DA- EPOCH-R. Este regime utiliza estratégias de infusão em que doses das drogas etoposídeo, doxorrubicina e ciclofosfamida são ajustadas para maior eficácia.

Todos os participantes, com exceção de dois pacientes, obtiveram remissão completa com a terapia DA- EPOCH-R e nenhum dos pacientes com remissão completa desenvolveu linfoma recorrente. Os dois pacientes que não alcançaram a remissão completa receberam radiação e também não tiveram reincidência. Não havia nenhuma evidência do desenvolvimento de outras doenças e efeitos cardíacos tóxicos.

"O elevado sucesso deste regime para reduzir significativamente a necessidade de radiação e melhorar a taxa de cura nesta doença pode estar relacionado com a dosagem e entrega especializada contínua dos agentes EPOCH-R", explica o pesquisador Wyndham Wilson.

A equipe acredita que os resultados são animadores e demonstram que, usando esta abordagem, quase todos os pacientes parecem ser curados e muito poucos pacientes necessitam de radiação.

Um estudo internacional de fase II de DA- EPOCH-R em pacientes pediátricos com linfoma primário do mediastino de células B está em andamento para confirmar estes resultados.

Fonte: Isaude.net
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