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publicado em 17/04/2013 às 11h49:00
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Eventos estressantes intermitentes são, provavelmente, o que mantém o cérebro mais alerta
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Eventos estressantes intermitentes são, provavelmente, o que mantém o cérebro mais alerta

Um pouco de estresse faz bem para a saúde do cérebro. É o que sugere pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, nos EUA.

O estudo indica que certa quantidade de estresse leva o cérebro a um nível de alerta ideal e melhora o desempenho cognitivo e mental.

A equipe, liderada por Daniela Kaufer descobriu exatamente como o estresse agudo, de curta duração, não crônico, prepara o cérebro para melhorar o desempenho.

Em estudos com ratos, os pesquisadores descobriram que eventos estressantes, mas breves, levaram as células-tronco no cérebro a se proliferarem em novas células nervosas que, ao amadurecer, duas semanas depois, melhoraram o desempenho mental dos ratos.

"Acredito que eventos estressantes intermitentes são, provavelmente, o que mantém o cérebro mais alerta, e você tem um melhor desempenho quando está alerta", afirma Kaufer.

Os resultados foram publicados no jornal online eLife.

Para saber como o estresse crônico e agudo afeta a memória, os pesquisadores se debruçaram sobre os efeitos do estresse sobre as células-tronco neurais no hipocampo do cérebro de ratos adultos.

Células-tronco neurais são uma espécie de células progenitoras do cérebro que, dependendo de gatilhos químicos, podem amadurecer em neurônios, astrócitos ou outras células no cérebro. "O giro denteado do hipocampo é uma das duas únicas áreas do cérebro que geram novas células cerebrais em adultos, e é altamente sensível aos hormônios do estresse glicocorticoides", afirma Kaufer.

Muitas pesquisas têm demonstrado que o estresse crônico eleva os níveis de hormônios glicocorticóides, que suprime a produção de novos neurônios no hipocampo, prejudicando a memória. No entanto, pouco é conhecido sobre os efeitos do estresse agudo.

Para esclarecer o papel do estresse agudo, os pesquisadores submeteram ratos ao que, para eles, é estresse agudo, mas de curta duração, ou seja, imobilização em suas gaiolas durante algumas horas. Isto levou o hormônio do estresse (corticosterona) a níveis tão elevados quanto o estresse crônico, embora apenas por algumas horas.

A tensão duplicou a proliferação de novas células cerebrais no hipocampo.

Kirby descobriu que os ratos estressados tiveram melhor desempenho em um teste de memória duas semanas após o evento estressante, mas não dois dias após o evento. Usando técnicas especiais de rotulagem de células, os pesquisadores estabeleceram que as novas células nervosas desencadeadas pelo estresse agudo foram as mesmos envolvidas no aprendizado de novas tarefas, duas semanas depois.

"Em termos de sobrevivência, a proliferação das células nervosas não ajuda imediatamente após o estresse, porque é preciso tempo para que essas células se tornem maduras e os neurônios funcionais. Mas, no ambiente natural, onde o estresse agudo acontece em uma base regular, ele vai manter o animal mais alerta, mais em sintonia com o meio ambiente e para o que realmente é uma ameaça ou não", explica Kaufer.

Eles também descobriram que a proliferação das células nervosas após estresse agudo foi desencadeada pela liberação de uma proteína, o fator de crescimento de fibroblastos 2 (FGF2), pelos astrócitos."O envolvimento FGF2 é interessante, porque a deficiência FGF2 está associada a comportamentos depressivos e à depressão em seres humanos", observam os pesquisadores.

Kaufer observou que a exposição a estresse agudo intenso muitas vezes pode ser prejudicial, levando, por exemplo, a transtorno de estresse pós-traumático. "Eu acho que a mensagem final é otimista. O estresse pode ser algo que te faz melhor, mas é uma questão de quanto, por quanto tempo e como você interpreta ou o percebe", conclui a autora.

Fonte: Isaude.net
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