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publicado em 10/04/2013 às 14h43:00
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Foto: Marcello Casal/ABr
Estudo tem o objetivo de estabelecer parâmetros para avaliar a qualidade da assistência à saúde oferecida às gestantes
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Estudo tem o objetivo de estabelecer parâmetros para avaliar a qualidade da assistência à saúde oferecida às gestantes

Ter um acompanhante durante o parto é um direito das mulheres garantido por lei. Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP mostra que a determinação é cumprida apenas em alguns serviços de saúde. Os pais e acompanhantes ouvidos pela jornalista Ana Carolina Franzon relataram restrições impostas por planos de saúde e problemas de acolhimento quando estavam junto às mulheres em hospitais. No Sistema Único de Saúde (SUS), apenas 36% dos partos são acompanhados.

Nos casos de partos domiciliares planejados, o acompanhamento foi total. Com base nos depoimentos, o estudo destaca a importância do acompanhamento do parto como forma de criar um compromisso afetivo dos homens com os filhos.

O estudo tem o objetivo de estabelecer parâmetros para avaliar a qualidade da assistência à saúde oferecida às gestantes. Os pais avaliaram como satisfatória sua participação durante o pré-natal. " A maioria esteve presente às consultas e exames realizados pela mulher antes do parto" , diz Ana Carolina. " Alguns deles também participaram com as esposas em cursos de maternidades e grupos extra-hospitalares de preparação para o parto" .

A pesquisa realizou uma análise qualitativa da experiência dos pais que foram acompanhantes de partos, incluindo suas percepções sobre a gravidez, o parto, a assistência obstétrica e a vida após o nascimento dos filhos.

A jornalista conta que os pais manifestaram um desejo natural de participar do parto e um compromisso com a esposa e os filhos que irão nascer. " Nota-se um novo modelo de paternidade, com um maior comprometimento afetivo, e a gestação é vista como um projeto do casal" , afirma. " O acompanhamento da mulher durante a internação é visto como um fator de proteção, e traz benefícios subjetivos, pois assistir o nascimento dos filhos é considerado o momento em que a paternidade se concretiza efetivamente" .

Ana Carolina relata que o direito das mulheres de terem um acompanhante de sua livre escolha, durante o pré-parto, parto e pós-parto é garantido no Estado de São Paulo por uma lei de 1999, e no restante do Brasil pela lei federal 11.108, de 2005. Entretanto, a legislação é cumprida apenas em parte. " De acordo com pesquisa realizada pela Ouvidoria do SUS em 2012, a taxa de acompanhamento dos partos é de 36%, número considerado muito baixo" , destaca. " Os hospitais do SUS não permitem acompanhantes à noite, durante a internação, e alguns hospitais privados só permitem a presença do pai no momento de nascimento da criança, e mesmo assim por poucos minutos" .

As maiores dificuldades para participação nos partos aconteceram com os usuários de planos de saúde, pois a maioria dos contratos com as operadoras não dá direito a acompanhantes. " Todos os 17 pais que tinham plano de saúde tiveram de recorrer a alguma manobra para poderem estar no parto, em especial o pagamento de taxas extras" , afirma a jornalista. " Somente nos casos de partos em hospitais particulares, não custeados por planos de saúde, e domiciliares os pais puderam ficar e exercer planamente o direito de acompanhar as esposas" .

Nos partos realizados em hospitais, os pais se queixaram constantemente da falta de acolhimento. " Eles sentiram que os profissionais não estavam preparados para receber os acompanhantes e que permitiram sua presença apenas para cumprir uma obrigação" , aponta Ana Carolina. " Também foi notado um receio das instituições em receber os acompanhantes pelo temor de que passassem mal ou que prejudicassem a privacidade de outras mulheres na enfermaria. Os pais também disseram que não eram informados sobre os procedimentos médicos durante o parto, o que lhes causava enorme angústia" .

A jornalista ressalta a importância dada aos pais nos métodos de parto alternativos, como os centros de parto natural e os partos domiciliares planejados. " A presença deles é muito valorizada" , diz. " No caso dos partos sem intervenção médica, são realizadas reuniões e palestras de preparação específica para os pais, o que não acontece nos partos normais ou cesarianas realizados em hospitais" .

Fonte: Isaude.net
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