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publicado em 09/04/2013 às 14h09:00
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Suplementação padronizada para pacientes após a cirurgia consiste em uma formulação contendo vários nutrientes necessários ao organismo
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Suplementação padronizada para pacientes após a cirurgia consiste em uma formulação contendo vários nutrientes necessários ao organismo

Pesquisa feita com pacientes que realizaram cirurgia bariátrica no Hospital das Clínicas (HC), da Unicamp, aponta que em 88% dos 36 avaliados, a ingestão de proteínas estava abaixo do recomendado. Mesmo consumindo uma suplementação padronizada, 61% deles mantiveram deficiência de zinco no organismo depois dos seis meses de procedimento e, no pré-operatório, 55% já apresentavam deficiência devido à má alimentação.

Estes foram os resultados apresentados pela nutricionista Renata Cristina Gobato, na Faculdade de Ciências Médicas (FCM). " A perda de peso é importante para evitar o risco de desenvolver diversas doenças. Por outro lado, é preciso estar atento às questões nutricionais para se evitar quadros de deficiências. O zinco, por exemplo, é um componente nutricional importante, pois participa de todo o metabolismo, com importante função antioxidante, imunológica, regulando o paladar e o apetite" .

O estudo contemplou as análises de zinco e cobre, já que a técnica cirúrgica que envolve a restrição do estômago e o desvio intestinal utilizada na Unicamp restringe a absorção de micronutrientes no organismo. As fontes ricas nestes micronutrientes (carne bovina, ostras, grãos integrais, castanhas para o zinco e fígado, cereais integrais, nozes e chocolate para o cobre) não são recomendadas no pós-cirúrgico.

Renata insiste que o consumo alimentar antes da cirurgia também deve ser reforçado, pois no estudo a deficiência já existia. No caso do cobre, ela explica que os resultados não foram tão significativos, quanto no caso do zinco. Pela pesquisa, apenas 8% dos pacientes apresentaram deficiência no pós-operatório.

A suplementação padronizada para os pacientes após a cirurgia consiste em uma formulação contendo vários nutrientes necessários ao organismo, inclusive o óxido de zinco. No entanto, se antes do procedimento já havia a deficiência do nutriente, o óxido de zinco não seria a forma mais adequada de chegar aos níveis normais necessários.

A quantidade adequada de ingestão do zinco seria entre oito e 11 miligramas por dia, para mulheres e homens respectivamente, por isso, na opinião da nutricionista, o ideal seria que a suplementação fosse específica com o zinco quelado, mas para isso é necessário comprar este suplemento em separado, já que as fórmulas disponíveis não apresentam essa forma química do elemento. Segundo a nutricionista, seria inviável para o perfil dos pacientes que são atendidos no HC.

Fonte: Isaude.net
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